Rádio Engenho Velho

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EDNARDO

TIRE O EDNARDO DO BALAIO CULTURAL
CLIQUE NO LINK E PRONTO


Em 1969, formou, juntamente com outros jovens músicos cearenses, um grupo chamado "Pessoal do Ceará". Viajou para o sul do país. Em 1972, a cantora Eliana Pittman lançou a composição "Beira-mar" com a qual fez algum sucesso. Em 25 anos de carreira compôs mais de 250 músicas e letras, lançando 12 discos, além de quatro trilhas sonoras de filmes. Apareceu para o grande público nos anos 1970, quando sua composição "Pavão misterioso" foi incluída como tema de abertura da novela "Saramandaia", de Dias Gomes, pela TV Globo.
Em 1973, gravou com Rodger, Teti e o arranjador Hareton Salvanini o LP "Meu corpo, minha embalagem, todo gasto na viagem", pela Continental. Em 1975, participou do Festival Abertura com a música "Vaila", em parceria com Brandão. Fez a música e o clip de encerramento da novela "Tocaia grande", de Walter Avancini, pela TV Manchete, nos anos 1990. No cinema, fez trilhas para os filmes "Luiza homem", de Fábio Barreto, em que também atua no papel de um poeta de cordel, e para os filmes "Tigipió" e "Calor da pele", ambos de Pedro Jorge. Dirigiu, musicou e fez o roteiro de "Cauim", apresentado em todos os shows de sua turnê de 1978/79. Participou, também, dos especiais de TV "Ednardo - Ceará Quatro Estações", escolhido como melhor vídeo artístico musical pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, e "Ednardo especial", apresentados pela TV E e pela TV Manchete. Entre os grandes sucessos de Ednardo estão"Terral", "Pavão misterioso", "Artigo 26", "A manga rosa", "Beir-mar", "Carneiro", "Enquanto engomo a calça" e "Rubi".
Em 2002, gravou com Belchior e Amelinha o CD "Pessoal do Ceará", produzido por Robertinho do Recife, no qual constaram antigas composições suas como "Artigo 26" e "Pavão misterioso", além da inédita "Mote, Tom e Radar".

1973 - Pessoal do Ceará



1974 - Romance do Pavão Mysteriozo



1976 - Berro



1977 - O Azul e o Encarnado



1978 - Cauim



1979 - Ednardo



1979 - Massafeira



1980 - Ímã



1982 - Terra de Luz



1983 - Rubi



1985 - Libertree



1991 - Rubi (ao vivo)



2000 - Única pessoa


domingo, 23 de outubro de 2011

ALMIR SATER

UM PRESENTINHO PARA VOCÊ.
TIRE O ALMIR SATER DO BALAIO CULTURAL.


Em sua cidade natal organizou um grupo de pesquisa da música caipira e sul-americana. O grupo tocava charanga, viola e bandolim. Em seguida criou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, adotando então o nome artístico de Lupe. Em 1978, a dupla classificou-se em quarto lugar no Festival Sertanejo na TV Record. Em 1979, foi para São Paulo, onde integrou o grupo Lírio Selvagem, de sua conterrânea Tetê Espíndola. Participou depois do grupo "Vozes e Violas", com o qual fez apresentações em teatros paulistas, mostrando suas composições. Acompanhou a cantora Diana Pequeno, no mesmo período. Em 1976, conheceu de forma inusitada o violeiro Tião Carreiro: Encontrou-o durante um show, mas estava tão bêbado que não conseguiu conversar com Tião Carreiro, pedindo apenas que esse lhe afinasse a viola. Em 1980, teve sua primeira composição gravada, "Sonhos guaranis", por Sérgio Reis. Gravou o primeiro disco em 1981, pela Continental. Começou a chamar atenção nacionalmente, quando teve sua composição "Luzero" escolhida para ser o tema de abertura do programa "Globo Rural", da TV Globo. No mesmo ano, encontrou-se novamente com Tião Carreiro no corredor da gravadora Continental. Recordou então o encontro anterior e se disse fã dele. Imediatamente ficaram amigos e pedia insistentemente que Tião repetisse as músicas que tocava na viola. No mesmo dia, foram para o estúdio e gravaram a composição de sua autoria, "Quintal de casa", tranformado num pagode animado, nas mãos hábeis de Tião Carreiro. Seu primeiro disco estourou na mídia. Era um jovem músico de Mato Grosso que reinventava a viola, fazendo uma mistura de diversas influências, polcas, guarânias, chamamés, música do interior mineiro e paulista, blues, além de letras inspiradas no estilo de Joan Baez e Bob Dylan. Em 1982, começou a compor com um de seus mais constantes parceiros, Renato Teixeira, co-autor de "Peão", música de abertura do lado A de seu segundo disco, "Doma". A composição foi incluída na trilha sonora da novela "Fera Radical". Com Renato Teixeira compôs, entre outras, "Rasta do adeus", "Trem de lata", "Boiada" e "Um violeiro toca".

Em 1984, organizou a Comitiva Esperança, que percorreu mais de mil quilômetros no território do Mato Grosso, pesquisando costumes e música do povo mato-grossense, numa viagem que durou três meses. Como resultado da viagem foi lançado, em 1985, o documentário "Comitiva Esperança", produzido em parceria com Paulo Simões e Tatu Filmes de São Paulo. No mesmo ano, lançou um disco instrumental também fruto da viagem, com composições de sua autoria, misturando diversos gêneros regionais. O cururu, o maxixe, o chamamé, e o arrasta-pé estavam presentes, além da regravação do clássico "Rio de lágrimas", de Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci.

Em 1986, lançou o LP "Cria", em que apresentou inovações em sua música, com a introdução de guitarras, sax, teclados e baixo, criando um som mais pop. Neste disco aparecem duas parcerias com Renato Teixeira, "Missões naturais" e "Trem de lata". No mesmo ano, fez sua primeira atuação como ator, no filme "As Bellas da Billings", de Ozualdo Candeias. Também já atuou por vezes como produtor, como no CD da cantora Alzira Espindula, irmã de Tetê Espindula, lançado em 1987, no qual, inclusive, a cantora gravou "Terra boa", de sua autoria com Paulo Simões, e "Ave marinha", com Kapenga e Renato Teixeira. Em 1989, apresentou-se no Free Jazz Festival no Rio de Janeiro. Em seguida seguiu para os Estados Unidos, onde participou do Internacional Fair Festival. Na mesma viagem, seguiu para Nashville, a capital countrymusic dos Estados Unidos, onde inaugurou um hábito que seria muito seguido posteriormente, o de gravar discos naquela cidade. Gravou o disco "Rasta bonito", onde faz a ligação entre a viola caipira e o banjo norte-americano, juntamente com gaitistas e violonistas. O resultado foi um disco eclético onde gravou a instrumental "Capim azul", "Rasta bonito", de parceria com Renato Teixeira, "Homeless Souls", parceria com Joe Loech, e que ele canta em inglês. Gravou também "Tennessee Waltz" de R. Stewart e P. W. King, e o clássico sertanejo "Tristeza do Jeca", de Angelino de Oliveira. Em 1990, recebeu o convite de Sérgio Reis para trabalhar na novela "Pantanal", na TV Manchete, onde interpretou o personagam Trindade. Gravou para a novela a clássica "Chalana", de Mário Zan e Arlindo Pinto. Suas composições "Comitiva esperança", cantada em parceria com Sérgio Reis e "Um violeiro", gravada por Renato Teixeira, também foram incluídas. Com a interpretação de "Chalana" recebe a admiração da crítica pelo seu talento como instrumentista. No mesmo ano, lançou o disco "Instrumental II", que recebeu o Prêmio Sharp de Melhor Disco Instrumental do ano. O CD mostra sua viola com todos os seus timbres, afinações e puxadas, em uma viagem que passa por Villa-Lobos, em "Mazurca", pelo folclore do Vale do Jequitinhonha, em "Beira-Mar" ( recolhido por Tavinho Moura), pelos sons da divisa, com "Rasta" e "Froteira", e ainda passeia pelo erudito em "Europa" e em "Moura". Recebeu também o Sharp de melhor música, por "Tocando em frente", grande sucesso na voz de Maria Bethânia. No mesmo período, começou a atuar novamente na TV Manchete, na novela "Ana Raio e Zé Trovão". Foi um período de grande sucesso no qual apareceu em 630 chamadas na Rede Globo e 1500 spots de rádio. De outubro de 1991 a maio de 1992, realizou uma excursão apresentando 96 shows em 67 cidades. Na mesma época gravou o disco "Almir Sater ao vivo", onde interpretou composições de sua autoria, além de cantar também "Moreninha linda", de Tonico, Priminho e Maninho, e "Cabelo loiro", de Tião Carreiro e Zé Bonito. Nesse período,seus shows lotavam ginásios e casas de espetáculos e ele fez uma turnê que começou em outubro de 1991 e terminou em maio do ano seguinte, na qual fez 96 shows, em 67 cidades e 23 capitais, com 630 chamadas na Rede Globo, 1500 spots de rádio, 261 anúncios em jornais, 1100 outdors.

No disco seguinte gravou "Viola fora de moda", de Edu Lobo. Em 1994, teve participação especial no disco da dupla Pena Branca e Xavantinho "Uma dupla brasileira", do selo RGE, produzido por Lurdinha Pereira. Nesse álbum, tocou viola nas músicas "Cai sereno (rama da mandioquinha)", de Conde e Elpídio dos Santos, e "Memória de Carreiro", de Juraildes da Cruz. Em 1996, voltou a trabalhar na televisão, atuando na novela da TV Globo, "O Rei do gado", interpretando o violeiro Pirilampo, que fazia dupla com Saracura, papel vivido pelo cantor Sérgio Reis. A dupla fictícia interpretou quase todas as músicas que integraram o segundo CD da trilha sonora da novela. Algumas das músicas foram "Rei do Gado", "Cabecinha no ombro", "Travessa do Rio Araguaia" e "Boiadeiro Errante.

Os discos gravados em nome da dupla Pirilampo e Saracura obtiveram grande aceitação e vendagem. Em 1997, lançou o disco "Caminhos me levem", gravado em sua própria casa, na companhia do irmão Rodrigo Sater e do norte-americano Emil Silver, num disco mais acústico. No final dos anos 1990, passou a morar em uma fazenda no Pantanal mato-grossense. Em 2002, teve participação especial no CD "Sérgio Reis e convidados", cantando com Sérgio e tocando viola na faixa "Comitiva Esperança". Participou, em outubro de 2004, do CD "Violeiros do Brasil, com a faixa "Doma", de sua autoria com Zé Gomes. O disco foi gravado ao vivo no Teatro do Sesc Pompéia entre agosto e setembro de 1997 e lançado em junho de 1998, pelo SESC-Núcleo Contemporâneo.

Também em 2004, participou do 1º Festival de Inverno de Alto Paraíso, na cidade do interior de Goiás, que fez homenagem a viola, escolhida por melhor representar a cultura do centro-oeste. O evento, que conjugou música e consciência ambiental, reuniu vários violeiros, como Pereira da Viola, o ex-violeiro da banda de Zé Ramalho, Pedro Osmar e Ivan Vilela, entre outros. Em outubro do mesmo ano, foi relançado o CD "Violeiros do Brasil", pelo Selo Revivendo. A edição apresenta importantes artistas da viola caipira das várias regiões do Brasil, entre os quais, Adelmo Arcoverde, Zé Gomes, Renato Correa, Paulo Freire, Ivan Vilela, Pereira da Viola, Josias Dos Santos, Angelino de Oliveira, Renato Andrade, Tavinho Moura, Heitor Villa-lobos, Zé Mulato e Cassiano e Zé Coco do Riachão. O projeto foi idealizado pela produtora Myriam Taubkin e a gravação do disco foi sugerida pelo músico e produtor Benjamim Taubkin, que reconheceu sua importância. Participou, também em 2004, da coletânea "Os bambas da viola", lançada pela Kuarup, que reuniu num CD 6 renomados violeiros, para representar a viola das regiões do Brasil. Além dele o CD traz as violas de Renato Andrade, Helena Meirelles, Heraldo do Monte, Roberto Corrêa e Chico Lobo. Neste álbum, é compositor e intérprete da música "Rasta", na qual toca viola acompanhado por Fernando Melo no violão de 12 cordas e Eduardo Souza nos teclados e também toca viola em "Mazurca de choro", de Heitor Villa-Lobos.

Segundo seu parceiro Renato Teixeira, ele foi o pioneiro a trafegar na free-way que ligaria a música do interior do país à do interior dos Estados Unidos.
Ainda no final de 2004, participou do projeto Violas do Brasil, apresentando-se no Teatro II do CCBB, em alternância com outros quatro mestres do instrumento: Pena Branca, Chico Lobo, Renato Andrade e Roberto Corrêa. Em 2005, apresentou-se no programa Senhor Brasil, na TV Cultura de São Paulo, apresentado por Rolando Boldrin. Em junho de 2006, lançou o CD "Um violeiro toca", com canções de todas as fases de sua carreira. No mesmo período, apresentou-se no Claro Hall, no Rio de Janeiro. Apesar de já ter se apresentado diversas vezes na cidade, essa marcou a primeira apresentação solo do violeiro no Rio, com sua banda de mais de 20 anos de acompanhamento. O show trouxe músicas que o cantor gosta de cantar e que estão no CD, como "Cabelo loiro", "Chalana", "Moreninha linda", "Cabecinha no ombro", entre outras. Nesse mesmo ano, participou como ator da novela "Bicho do mato", levada ao ar pela TV Record. Sua participação que não dispensou seu canto. Em 2006, lançou o CD "Um Violeiro toca", um resumo de seus 25 anos de carreira, com destaque para a música-título do disco "Um Violeiro Toca" e o sucesso "Tocando em Frente". Nesse ano, realizou turnê que finalizou com duas apresentações em dezembro, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, acompanhado dos músicos: Carlos de Souza (violão), Rodrigo Sater (violão), Reginaldo Feliciano (contra-baixo), Luis Lopes (teclado), Papete (percussão) e Gisele Sater (vocal). O repertório da turnê e do show relembrou clássicos "Chalana", "Tocando em Frente", "Um Violeiro Toca" e "Ana Raio e Zé Trovão", tema de abertura da novela homônima estrelada por ele nos anos 1980. Com 13 discos gravados, no início de 2007, lançou o CD "Sete Sinais", com diversas inéditas. Para as gravações, utilizou três violões, inclusive um de brinquedo, com o qual compôs novas canções. O instrumento foi emprestado por sua sobrinha Júlia, de três anos - neta do cunhado Renato Teixeira - e sua escolha se deu devido a motivos pessoais: Como o violão era pequeno, ele se encaixava perfeitamente nos braços do artista, enquanto ia compondo no conforto da uma rede na varanda da sua fazenda, em Campo Grande (MS). O resultado final do disco revela a suavidade das composições, buscadas pelo compositor que quis fazer um disco para "ser ouvido, pulsante, mas bem tranqüilo". Em 2009, teve as suas gravações "Jeito do Mato", interpretada junto com a cantora Paula Fernandes; e "Três toques na madeira", incluídas na trilha sonora da novela "Paraíso", da Rede Globo de Televisão. Em março de 2010, participou do programa "Emoções Sertanejas", da Rede Globo de Televisão, que teve como objetivo homenagear o cantor e compositor Roberto Carlos. O programa recebeu como convidados, em um mega-show, no ginásio do Ibirapuera em São Paulo, grandes nomes da música brasileira como Bruno & Marrone, César Menotti & Fabiano, Chitãozinho & Xororó, Daniel, Dominguinhos, Elba Ramalho, Gian & Giovani, Leonardo, Martinha, Milionário & José Rico, Nalva Aguiar, Paula Fernandes, Rio Negro & Solimões, Roberta Miranda, Sérgio Reis, Victor & Léo e Zezé di Camargo & Luciano. O programa foi apresentado pela atriz Déborah Seco. A gravação foi lançada em um CD duplo, posteriormente, pela Sony/BMG.

sábado, 22 de outubro de 2011

Dia do Aviador relembra o vôo do 14-Bis


Reprodução

23 de outubro


O engenheiro Henrique Dumont, a esposa Francisca de Santos Dumont e cinco filhos viviam na fazenda Jaguara, em Sabará, Minas Gerais. Contratado para construir um trecho da estrada de ferro D. Pedro 2o, mais tarde Central do Brasil, Henrique mudou-se com a família para uma casa simples do sítio de Cabangu,  que era propriedade da ferrovia e situava-se em lugar aprazível da serra da Mantiqueira, no distrito de João Gomes, posteriormente cidade de Palmira (MG).

Em 20 de julho de 1873, ali nasceu Alberto, o sexto filho do casal. Quando ele estava com sete anos de idade, a família mudou-se para a fazenda Arindeúva, adquirida pelo pai e localizada na região de Ribeirão Preto (SP). Henrique Dumont mudou o nome para Fazenda Dumont e, dessa fazenda, Alberto guardou as melhores recordações da infância.

O homem voa?
Diziam os irmãos que, quando criança, Alberto ficava como que hipnotizado pelo vôo dos pássaros. Observava-os por longo tempo, atento a todos os movimentos que faziam. Dedicava-se também ao passatempo predileto: fabricar e soltar papagaios de papel de seda, balões e aeronaves de bambu com propulsores. Quando participava da brincadeira "Passarinho Voa?", ao ser mencionada a expressão "Homem Voa?", ele levantava o dedo e respondia animado "Voa!". Os irmãos exigiam que pagasse multa pelo erro. Ele jamais pagou, porque dentro do coração havia a certeza de que, um dia, ele provaria ao mundo inteiro que o homem também podia voar, como passarinho.

Nas férias escolares desfrutadas em Ribeirão Preto, Alberto aprendeu a operar as máquinas de beneficiar café e a manejar o "locomóvel", pesada aparelhagem a vapor sobre rodas usada como trator. Aos 12 anos de idade, por várias vezes, ocupou o lugar do maquinista e conduziu as locomotivas Baldwin, que operavam na doméstica ferrovia de vários quilômetros, que o pai construíra dentro da fazenda Dumont.

Em 1888, pela primeira vez, Alberto assistiu em São Paulo à ascensão de um balão ou aeróstato, pilotado por um norte-americano. A partir daí, voar tornou-se o seu maior sonho. Também os escritos de Júlio Verne, autor de "Cinco Semanas em Balão", "A Volta ao Mundo em Oitenta Dia", "Da Terra à Lua" etc. estimularam sua convicção.

Flâmula verde-amarela
Em 1891, Alberto foi para a França com a família e interessou-se pelo motor a petróleo, que viu na exposição no Palácio da Indústria em Paris. No ano seguinte, foi residir na capital francesa e, com um professor particular, estudou física, química, mecânica, eletricidade etc. Alberto Santos-Dumont guardou indelével recordação da primeira ascensão que fez, a bordo de um balão da firma Lachambre & Machuron e, a partir daí, decidiu possuir um balão. Idealizou e mandou construir o balão Brasil.

Efetuou a primeira ascensão em 4 de julho de 1898 e declarou: "O meu primeiro balão, o menor, o mais lindo, o único que teve um nome: Brasil!" A partir daí, os balões idealizados por Santos-Dumont passaram a ser numerados. O balão n.º 1 tornou-se um marco na história da aerostação, porque foi impulsionado por um motor a gasolina.

Nele, em 20 de setembro de 1898, pela primeira vez, os parisienses viram um motor trepidando e roncando nos ares. De número em número, alternando-se sucessos e fracassos, a cada ascensão, Alberto Santos-Dumont colocava nos balões uma flâmula verde e amarela, a indicar que ali estava um brasileiro.

O 14-Bis
Em 19 de outubro de 1901 ocorreu a grande consagração, ao provar a dirigibilidade dos balões. Concorrendo ao Prêmio Deutsch de La Meurthe com o balão n.º 6, saiu de Saint-Cloud, contornou a Torre Eiffel e retornou ao ponto de partida. No campo da aeronáutica, Santos-Dumont trabalhava em silêncio. Idealizou, inovou, aperfeiçoou máquinas, fez testes e chegou ao avião. Em Bagatelle, para as primeiras experiências, pendurou o aparelho no balão n.º 14, por isso batizou o primeiro avião como 14-Bis. Tratava-se de um grande pássaro branco, semelhante às bonitas garças brasileiras.

No dia 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, em Paris, mais de mil pessoas e representantes da imprensa internacional assistiram ao primeiro vôo de um avião e essa façanha proporcionou ao inventor a conquista da Taça Archdeacon. Pela primeira vez, um homem ergueu-se do solo, com recursos de um aparelho mais pesado que o ar, realizando um vôo planado.

Alberto Santos-Dumont, o homem mais popular de Paris na primeira década do século 20, herói brasileiro, imitado, festejado e aplaudido pelo mundo inteiro, morreu no Guarujá, em 23 de julho de 1932. Em 31 de julho, Palmira, a cidade natal do inventor, passou a chamar-se Santos Dumont. E foi Santos Dumont a primeira cidade do Brasil a comemorar, dignamente, em 23 de outubro de 1936, o Dia do Aviador.
Fonte: Lauret Godoy escritora e pesquisadora, autora dos livros "Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga" e "O jovem Santos Dumont", juntamente com Guca Domenico.

domingo, 16 de outubro de 2011

Tirar Livros do Balaio

TIRE OS LIVROS DO BALAIO
É só clicar no título para  ler ou imprimir.
 
1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare 


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sábado, 15 de outubro de 2011

Guirlanda de Natal passo a passo


A Guirlanda de Natal é um adereço e um detalhe natalino, muito utilizado em todas as partes do mundo. As guirlandas podem ser compradas, ou então feitas em casa dando seu toque pessoal e acrescentando materiais que você mais goste. Porém, muitas vezes queremos confeccionar a nossa própria Guirlanda de Natal, mas não sabemos como fazê-la ou queremos algo diferente. É por essa razão que hoje mostraremos aqui o passo a passo de dois tipos de Guirlanda muito diferentes e que com certeza ficarão lindos na porta de sua casa ou em cima de sua lareira.

Guirlanda de Natal passo a passo

  • Guirlanda de Natal com Rolhas de Garrafa de Vinho
100 rolhas de garrafa de vinho
1 base para guirlanda média (você encontra em lojas de artesanato)
1,20 mde fita natalina de sua preferência
Folhas e sementes desidratadas
Cola quente
Spray para colorir as rolhas. (opcional)
Passo a Passo
  1. Primeiramente você irá pegar a base de guirlanda, depois você irá colar as rolhas ao redor da guirlanda alterando a posição da rolha.
  2. Cole-as com cola quente e, em seguida passe a fita ao redor da guirlanda e dê o acabamento com o um laço da fita escolhida.
  3. Depois se você quiser acrescentar mais alguma coisa, pode pintar as rolhas, você também poderá colar sementes desidratadas.
  • Guirlanda feita com tecido
50 cm de etamine com fio metalizado
20 cm de manta acrílica
Retalhos de tecidos de algodão
Retalhos de filtro na cor marrom
Linha de quilt nas cores vermelha e verde
Enchimento Acrílico
Barbante
Cola quente
Agulha
Tesoura
Carapinha
Passo a passo
  1. Risque um círculo no etamine duplo com 26 cm de diâmetro. Dentro desse círculo risque outro com16 cm. Coloque um alfinete e com ponto decorativo costure toda a volta dos riscos. Corte com sobra de1 cm e desfie. Faça dois pequenos cortes e encha com o enchimento, fechando com pontinhos à mão.
  2. Para fazer o Papai Noel costure um tira de tecido poá vermelho no tecido cru. Pegue o molde e risque, deixando o tecido poá para a parte do gorro. Coloque manta acrílica embaixo e outro tecido de algodão. Costure pelo direito em cima do risco com ponto decorativo. Corte rente a costura.
  3. Faça uma franja com o barbante e cole com cola quente. Aplique o pompom do gorro com alguns fios de barbante. Pinte o rostinho.
  4. Proceda da mesma maneira com as outras peças.
  5. Faça o laço com tecido duplo, direito com direito, costure e vire para o lado direito.
  6. Aplique todas as peças com cola quente, distribuindo harmonicamente pela guirlanda.
Agora que você já possui o passo a passo de duas guirlandas super diferentes e originais, ponha a mão na massa e faça a sua que com certeza ficará linda!

Fonte: Site Bela Mina e Artesanato Brasil

O que é Guirlanda de Natal

 
O Natal é uma época muito festejada e especial em todas as partes do mundo e os detalhes deste festejo são indispensáveis. A guirlanda de Natal é um desses itens que vemos em praticamente todas as casas no mês de dezembro e assim enfeitam e deixam um ar mais bonito. A Guirlanda de Natal pode ser feita ou comprada e existem vários modelos que agradam a todos os estilos. Neste artigo você irá conhecer um pouco mais sobre a história da Guirlanda de Natal.
A Guirlanda de Natal normalmente é colocada nas portas ou em cima das lareiras das casas na época de Natal, porém elas possuem um significado além de ser um belo enfeite.
A Guirlanda pode ser considerada um símbolo de evolução, recomeço e prosperidade, trazendo muita sorte e alegria para a sua casa.
A guirlanda já era um símbolo utilizado antes mesmo de Cristo, na época em que existiam os gregos pagãos, aos quais colocavam esse adorno nas portas de suas casas como o intuito de chamar os Deuses, desejando-lhes boas vindas aos seus lares.
Porém, em outros povos como os da Roma Antiga, a guirlanda tinha o significado de trazer saúde e prosperidade para todos que habitavam na casa em que ela estivesse presente.
As guirlandas antigamente não eram usadas apenas na época do Natal, mais sim durante o ano todo, para que a casa estivesse protegida de todo o mal que pudesse atingir aquela residência.
Hoje em dia, ela está relacionada ao Natal e continua possuindo um significado maravilhoso que faz com que apenas coisas boas sejam atraídas para a própria casa e para seus moradores e quem a visite.
Elas podem ser feitas com diversos materiais, deixando-as cada vez mais bonitas e sofisticadas, para que seu Natal fique ainda mais repleto de felicidade e beleza.
Se você possuir alguma habilidade artesanal, pode aproveitar para colocá-la em prática e fazer a sua própria Guirlanda, se tiver filhos é uma boa oportunidade de passar um tempo juntos fazendo algo diferente e muito bonito.
Não espere o Natal chegar para comprar a sua, pois a partir deste mês já começamos a ver objetos natalinos serem vendidos e a guirlanda é um desses, então corra agora mesmo e construa ou compre a sua!








 

Sempre Tops

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arte acadêmica

A pintura com rigor formal

Os termos academicismo e academismo, ou ainda, arte acadêmica, denominam um estilo artístico europeu que existiu entre os séculos 17 e 19, caracterizado pela tentativa de manter com rigor as regras formais, estéticas e técnicas do estilo das academias de arte.

Observe a seguinte reprodução da obra de Pedro Américo:



Reprodução
O grito do Ipiranga, de 1888, 415 x 760cm, Museu Paulista


Você já deve ter visto esse quadro em livros ou até mesmo ao vivo (ele está no Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga em São Paulo - Clique para ver lista de site de museus do Brasil e do mundo).

O que você sabe sobre ele? Olhando para a obra, você acha que o pintor estava lá, presente e retratou o fato?

Pedro Américo sequer era nascido em 1822. A casa ao fundo (à direita) também não existia na época. Sendo assim, porque o pintor retratou o acontecimento desta forma?

Beleza ideal
Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras. Sim, a idéia foi retratar o fato como grandioso, com o intuito de enaltecer o Império e o nacionalismo - o Brasil havia proclamado sua independência havia pouco tempo.

O academismo, importado da Europa, dominou as artes plásticas no Brasil até o início do século 20. Por isso, prevaleciam temas históricos e mitológicos nas pinturas daquele período, temas típicos do neoclassicismo.

O centro de referência do movimento e a referência histórica mais importante no país era a então Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, que foi inaugurada em 1826 pelos artistas da Missão Artística Francesa.

Os principais artistas acadêmicos são:






  • Pedro Américo de Figueiredo e Melo: Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou retratos imponentes, como o de dom Pedro 2o na Abertura da Assembléia Geral, que é parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis (RJ). Mas a sua obra mais conhecida é mesmo "O Grito do Ipiranga".




  • Vitor Meireles de Lima: Em 1861, produziu em Paris a sua obra mais famosa, "A Primeira Missa no Brasil". No ano seguinte, já em nosso país, pintou "Moema", que retrata a personagem indígena do poema "Caramuru", de Santa Rita Durão. Os temas preferidos de Meireles eram os históricos, os bíblicos e os retratos.




  • José Ferraz de Almeida Júnior: é considerado por alguns críticos o mais brasileiro dos pintores nacionais do século 19. Suas obras retratam temas históricos, religiosos e regionalistas. Além disso produziu retratos, paisagens e composições. Suas obras mais conhecidas são: "Caipira Picando Fumo", "O Violeiro" e "Leitura".


    Reprodução
    Caipira picando fumo, 1893, Pinacoteca do Estado de São Paulo


  • Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.

    PEGUE XANGAI NO BALAIO CULTURAL



    Eugênio Avelino, popularmente conhecido como Xangai (Itapebi, 20 de março de 1948) é um cantor, compositor e violeiro brasileiro.
    Nasceu às margens do Córrego do Jundiá, afluente do Rio Jequitinhonha, na zona rural do município de Itapebi, no extremo sul da Bahia.
    Filho e neto de sanfoneiro, ainda aos 18 anos fixou-se com os seus pais na cidade de Nanuque, no norte de Minas Gerais. Xangai é descendente direto do bandeirante João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, atualmente Vitória da Conquista.
    Viveu em Vitória da Conquista, na Bahia, de onde recebeu a influência que o tornou um cantor sertanejo.
    Seu pai era proprietário de uma sorveteria chamada Xangai na cidade de Nanuque, daí se originando o seu apelido e atual nome artístico.
    No ano de 1976, gravou o seu primeiro disco, "Acontecivento", com destaque para as músicas Asa Branca, Forró de Surubim e Esta Mata Serenou.
    Apresenta na Rádio Educadora da Bahia o programa "Brasilerança", através do qual contribui para a divulgação da cultura musical da região nordestina brasileira.
    É considerado como o melhor intérprete de Elomar, propiciando inclusive a facilitação do entendimento das composições deste compositor classificado como erudito por muitos.
    Participou com o cantor Waldick Soriano dos últimos shows da carreira deste antigo nome da chamada música brega brasileira, inclusive na cidade natal de Waldick, Caetité, em 26 de maio de 2007.

    Em 1999 foi convidado a participar do álbum de comemoração de 100 anos do Esporte Clube Vitória, time do seu coração.





    PEGUE XANGAI NO BALAIO CULTURAL:

    1976 - Acontecivento:
    1980 - Parcelada Malunga (com Elomar, Arthur Moreira Lima e Heraldo do Monte):
    1982 - Qué qui tu tem canário:
    1984 - Cantoria 1:
    1984 - Mutirão da vida:
    1986 - Xangai canta Elomar:
    1988 - Cantoria 2:
    1988 - Elomar - Conserto Sertanez:
    1990 - Lua cheia lua nova:
    1991 - Dos labutos:
    1993 - Aguaraterra:
    1997 - Cantoria de festa:
    1997 - Um abraço pra ti, pequenina:
    1999 - Ao vivo em Garanhuns:
    2001 - Brasileirança:
    2004 - Nóis é jeca mais é joia:
    2006 - Estampas Eucalol:
    Xangai(Eugênio Avelino):
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    segunda-feira, 10 de outubro de 2011

    Exposição traz peças da Civilização Maia


    O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura abriu nesta sexta-feira, 07, a exposição Rota Maya, onde exibe réplicas e peças genuínas retiradas de sítios arqueológicos de cinco países: México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador. A exposição ficará aberta para visitas até o dia 30 de outubro, das 09h às 19h, de terça a quinta, e das 14h às 21h, de sexta a domingo.

    Composta por mais de 140 peças, entre máscaras, frascos de perfumaria, pratos comemorativos, jarros, estatuetas e urnas funerárias, a exposição aproxima a trajetória deste povo milenar às perspectivas dos dias atuais. As peças mostram um pouco dos hábitos da cultura da civilização Maia ao retratar cenas de príncipes, carregadores, animais – valorizando poder e força-, além de demonstrar a religiosidade Maia através de esculturas de deuses da fertilidade – representando fenômenos da natureza, como a chuva e o trovão.

    Cultura e Civilização Maia
    A civilização Maia é marcada pelo alto grau de sofisticação de sua língua e de sua escrita, além de conhecimentos avançados em arquitetura, matemática e sistemas astronômicos. seu auge, era uma das mais densamente povoadas e culturalmente dinâmicas sociedades do mundo.

    A influência dos maias pode ser detectada em países como Honduras, Guatemala, El Salvador e na região central do México. Os povos maias nunca desapareceram, mesmo com a chegada dos conquistadores espanhóis.

    Hoje, os maias e seus descendentes formam populações consideráveis em toda a área antiga maia e mantém um conjunto distinto de tradições e crenças que são o resultado da fusão das ideologias pré-colombianas e pós-conquista (e estruturado pela aprovação quase total do catolicismo romano).

    Parceria
    A exposição é uma parceria entre o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e a Câmera de Comércio El Salvador Brasil, criada há 11 anos com o intuito de promover o Comércio, a Indústria, o turismo e a Cultura Salvadorenha.
    Serviço: Exposição Rota Maya -
    Visitação de 07 a 30 de outubro no Espaço Multiuso do Dragão do Mar.
    De terça a quinta, das 9h às 19h (acesso até às 18h30) e sexta a domingo, das 14h às 21h (acesso até às 20h30). Acesso livre

    Informações para a imprensa: Caroline Barreto (71) 3491-5696 / 3272-1946
    Assessoria de Comunicação e Marketing do IACC
    www.dragaodomar.org.br
    www.facebook.com/dragaodomar


     Fonte: Secult-Ce.