Rádio Engenho Velho

terça-feira, 29 de abril de 2014

Escolhido o cartaz da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha

As Secretarias de Educação e de Cultura de Barbalha, com a finalidade de estimular os jovens artistas a expressar artisticamente sua visão sobre a nossa maior festa, realizou o Concurso de Cartazes da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha. O concurso foi aberto apenas para estudantes do ensino fundamental II da rede pública de ensino e contou com a participação de sessenta e cinco alunos que se expressaram, sobre o tema, usando várias formas com lápis e tintas.

Os cartazes foram produzidos em cartolina e, foram avaliados por uma comissão julgadora, coordenada pelas Secretarias de Educação e de Cultura, formada por profissionais de notório conhecimento que julgaram, avaliaram e elegeram o melhor trabalho, conforme os seguintes critérios de avaliação:
I - Criatividade e originalidade do trabalho;
II - Consonância com o tema;
III - Expressão da cultura local;
IV - Boa apresentação;
V - Impacto visual.

O cartaz vencedor foi produzido pelo aluno Antônio Barnabê de Souza Neto, aluno da Professora Débora de Jesus Nascimento, da Escola de Ensino Fundamental Edson Olegário de Santana do Sítio Buriti 

A solenidade de entrega dos prêmios será realizada no Cine Teatro Municipal às 19 horas, do dia 05 de maio de 2014 onde será conferido o prêmio de uma placa de condecoração para a Escola, um Tablet para o aluno e outro para o Professor.

“É mais uma forma de prestigiarmos e darmos espaço aos artistas locais, algo que já vem se tornando freqüente na atual administração, em diferentes iniciativas. O concurso de cartaz é o primeiro grande passo, que estamos dando, para uma reflexão sobre a reestruturação da nossa maior festa, que estar sendo tombada pelo IPHAN como Patrimônio Histórico Brasileiro”, afirma Francisco Demontiêr dos Santos Vieira – Panticola – um dos coordenadores.



sábado, 26 de abril de 2014

Quinteto Brasília no SESC Juazeiro do Norte

Projeto Sonora Brasil
Grupo Quinteto Brasilia
O SESC Juazeiro do Norte apresenta no próximo dia 06 de maio, às 19 horas, o Grupo Quinteto Brasília.

Criado em 2000, é um dos principais grupos de câmara da região Centro-Oeste e um dos poucos quintetos clássicos de sopros em atividade no país. Atua com regularidade nos espaços dedicados à música de concerto, especialmente em Brasília e entorno, e tem se dedicado à apresentação de obras de compositores da atualidade. Seus integrantes são todos também professores em universidades e/ou músicos de orquestra.

O Grupo faz apresentação também no SESC Crato no dia 05 de maio.

FORMAÇÃO:
Sérgio Barrenechea (flauta)
José Medeiros (oboé)
Félix Alonso (clarineta)
Gustavo Koberstein (fagote)
Stanislav Shulz (trompa).

REPERTÓRIO
·         Serenata a 5 (1968)
 Edino Krieger
·         Tambores, ondas, frevo (2002)
Wellington Gomes, para flauta e clarinete, executada na XV Bienal
·         Paisagem sonora nº 5 (2004)
Rodrigo Lima, para fagote solo, executada na XVI Bienal
·         Duo nº 1 (1976)
Mário Tavares, para flauta e fagote, executada na V Bienal
·         Tocatta breve (1997)
Edino Krieger, para flauta solo
·         Divertimento (1981)
Vieira Brandão, executada na IV Bienal
I. Allegro moderato
II. Andante sostenuto
III. Allegro con moto
·         Quinteto de sopros (1995)
Osvaldo Lacerda, executada na XI e XIII Bienal
III. Quasi recitativo, um pouco à vontade
IV. Vivo
·         Embalos (1999)
Edino Krieger
I. Balanço e breque
II. Ser ou não seresta
III. Choro canônico

segunda-feira, 21 de abril de 2014

SEMANA SANTA DO SITIO CABECEIRAS FOI UM SUCESSO

Foi um sucesso as manifestações culturais da Semana Santa 2014 do Sítio Cabeceira. O evento consistiu do encontro de Penitentes, com a participação dos Penitentes Irmãos da Cruz do Sítio Cabeceiras e Santas Missões do Sítio Lagoa, no cemitério da comunidade; exibição do filme a Paixão de Cristo de Mel Gibson; cortejo de carroças com os caretas apresentando Judas as comunidades dos Sítios Brito, Cabeceiras, Correntinho e Taquari; encontro de Caretas com a participação dos caretas dos Sítios Cabeceiras, Correntinho e Taquari; leitura do testamente idealizada por um poeta morador da comunidade; malhação de Judas e o encerramento com o forró da mãe do Judas animada pelo grupo de forró pé de serra Casaca de Couro.

A comunidade ficou muito satisfeita com o desenvolvimento e a organização do evento, pois tiveram a oportunidade de participar de uma manifestação cultural feita com muito carinho proporcionando momentos de fé, trabalho, alegria e descontração.

A realização foi da Sociedade Artística e Cultural Engenho Velho, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha e Associação de Moradores da localidade.

A Produção ficou a cargo de Francisco Demontiêr dos Santos Vieira.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

SEMANA SANTA DO SITIO CABECEIRAS

Com a Produção de Francisco Demontiêr dos Santos Vieira, a Sociedade Artística e Cultural Engenho Velho desenvolverá, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha e Associação de Moradores da localidade, as manifestações da Semana Santa do Sítio Cabeceiras, que consistirá na quarta feira (16) do encontro de Penitentes com a participação dos Penitentes Irmãos da Cruz do Sítio Cabeceiras e Santas Missões do Sítio Lagoa no cemitério da comunidade. No sábado (19) exibição do filme a Paixão de Cristo de Mel Gibson no Largo da Capela de Nossa Senhora de Lourdes à noite. No domingo (20) cortejo de carroças com os caretas apresentando Judas as comunidades dos Sítios Brito, Cabeceiras, Correntinho e Taquari; encontro de Caretas com a participação dos caretas dos Sítios Cabeceiras, Correntinho e Taquari; leitura do testamente idealizada por um poeta morador da comunidade; Malhação de Judas e o encerramento com o forró da mãe do Judas animada pelo grupo de forró pé de serra Casaca de Couro.

"O objetivo é inserir a comunidade nos movimentos culturais do nosso município, aonde a população se sinta útil e participe ativamente de uma iniciativa idealizada com muito carinho para proporcionar momentos de fé, trabalho, tradição, alegria e descontração e, que possa se sentir também atores do seu próprio processo cultural", afirma o Produtor Cultural Francisco Demontiêr, responsável pela produção do evento.



terça-feira, 15 de abril de 2014

Instituto Sociedade, População e Natureza lança edital para apoio a projetos no Cerrado e na Caatinga


O Instituto Sociedade, População e Natureza lança edital do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-ECOS para apoio a projetos de organizações de base comunitária e organizações não-governamentais. O apoio varia de 82 mil a 117 mil reais, a depender do porte e perfil da organização.
Com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), este edital do PPP-ECOS visa apoiar projetos nos biomas Cerrado e Caatinga.
Os recursos previstos para o presente edital somam US$ 1.070.000,00 (hum milhão e setenta mil dólares), valor correspondente a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) a serem repassados às organizações. São duas categorias de apoio a projetos. Pequenos Projetos de até US$ 35.000,00 (R$ 82.000,00) para o apoio a organizações de base comunitária, contemplando inclusive aquelas com pouca experiência na gestão de projetos e Projetos de Consolidação de até US$ 50.000,00 (R$ 117.000,00) para beneficiar organizações que já possuem experiência ou projeto com resultados e impactos positivos comprovados e que possam ampliar a escala de sua atuação, podendo ser replicados em outras comunidades.
O prazo para envio das propostas é dia 06 de junho e para saber mais, acesse aqui.
Fonte: ISPN


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Públicos de cultura no Brasil

Na última quarta-feira (9/4), o Sesc e a Fundação Perseu Abramo apresentaram os números preliminares da pesquisa Públicos de Cultura – Hábitos e Demandas. O objetivo era ampliar o conhecimento sobre o público e orientar ações do setor. Para isso, foram investigados o comportamento, a disponibilidade e a frequência com que os entrevistados consomem ou produzem cultura, em 139 municípios em área urbana de 25 estados, das cinco regiões do país.
Alguns resultados chamam a atenção, em especial os que dizem respeito ao que não está no leque de atividades culturais dos entrevistados: 61% nunca foram a uma peça de teatro em qualquer local (61%) e 57% nunca assistiram uma peça no teatro; 75% nunca foram a espetáculos  de dança ou balé no teatro; 71% nunca estiveram em exposições de pintura, escultura e outras artes em museus ou outros locais; 89% nunca foram a um concerto de ópera ou música clássica em sala de  espetáculo e 83% em qualquer outro local; e 70% nunca foram a uma exposição de fotografia.
Os motivos para a não frequência a essas atividades se equilibram entre o não gostar e o não existir algumas delas na cidade. É considerável a proporção de respostas que indicam o fato de não terem costume e/ou não acharem interessantes/importantes alguns desses tipos de atividades. 26% dos entrevistados afirmam que não gostam de exposições artísticas e outros 26% que não sabem ou nunca foram a uma.
No que diz respeito à leitura, por exemplo, a maioria (58%) não leu nenhum livro nos últimos seis meses e os que leram possuem uma média de apenas 1,2 livros lidos no período. Os temas literários mais procurados são romance ou ficção, seguidos pela bíblia e por livros de cunho religioso e espiritualista.
As atividades cuja maior parte das pessoas entrevistadas afirmou já ter realizado foram: assistir a um filme em casa ou outro lugar diferente do cinema (91%), dançar em bailes e baladas (80%), ir ao cinema (78%) e ao circo (72%), ler um livro por prazer (69%), assistir a um show de música em casa ou outro local diferente de casas de espetáculos (69%) e ir a bibliotecas (58%).
Capital cultural - Para o sociólogo Sérgio Micelli, presente no seminário de apresentação da pesquisa, a falta de repertório adequado para o consumo de cultura é uma das principais causas do que os entrevistados chamam de “não gostar” de determinadas atividades. “A pesquisa mostra a prática cultural brasileira tal qual ela se dá. O problema não é só de acesso, é de repertório. E o que está acontecendo é a constituição de um padrão de consumo que não tem muito a ver com os equipamentos. Os equipamentos se tornaram nichos para clientelas reduzidas. O retrato social da audiência é muito peculiar e depende do cumprimento de uma série de exigências de repertório”, afirmou.
Além disso, há a concorrência com os meios digitais. “A possibilidade de acessar o que antes exigiria ir ao Louvre, ou comprar uma enciclopédia ilustrada, se tornou relativamente muito mais banal, embora a experiência online não seja a mesma. Mas o acesso à cultura está franqueado, a pessoa pode ter da sua casa, ou do seu celular. Há uma mudança acontecendo e os efeitos sociais e culturais ainda não estão claros”, disse o coordenador da pesquisa, Gustavo Venturi.
A mobilidade social e material, tão falada nos últimos anos e também apontada pela pesquisa, não se refletiu na mobilidade do ponto de vista cultural, como também indicou Venturi. “Isso mostra que no plano dos valores mais amplos essa mobilidade não foi suficiente. Nesse sentido, as políticas culturais são fundamentais para uma mudança efetiva da sociedade. Não basta, ainda que seja necessário e legítimo, elevar a qualidade de vida do ponto de vista material da população, os horizontes de transformação social ainda estão distantes e me parece que é difícil chegarmos lá sem mexermos nessa questão do capital cultural.”
Como os gestores de cultura podem direcionar suas atividades nesse caminho, então? Segundo Micelli, promovendo a exposição continuada, com um padrão, o que terá consequências em termos de política cultural. “A arena da atividade cultural é de enfrentamento e competição. Há diversas instâncias em luta e rivalidade, hostis, em relação ao poder e à legitimação. A televisão está o tempo todo dizendo que a visão dela é a certa. É um enfrentamento. E ele não será resolvido por reconciliações imaginárias. A indústria cultural espelha uma prática cultural dominante na sociedade brasileira”, alertou o professor.
Para Venturi, o investimento nos equipamentos culturais é um dos modelos a serem adotados. “É o questionamento desse modelo que nos permitirá ir além da indústria cultural.”
Indústria cultural – No que concerne à TV, 62% dos entrevistados afirmam assistir apenas aos canais abertos e 28% tanto a TV aberta quanto a por assinatura. Os principais produtos culturais vistos na TV são as novelas (54%), filmes (52%) e os jornais de notícias (44%). Entre os filmes prediletos, estão os de aventura (39%), comédia (38%) e romance (29%), com preferência pelo cinema americano (45%) e menos pelo nacional (33%). Cerca de 65% das pessoas vêem filmes nacionais de vez em quando, enquanto 22% sempre e 14% disseram nunca assisti-los.
Com relação aos gostos musicais, os gêneros mais mencionados foram: sertanejo, MPB, Forró, Gospel e Pagode; e as principais danças foram o Forró, a Dança de salão, Samba e Street Dance/Rap. No que diz respeito aos gêneros de teatro, o preferido, com grande distância, é a comédia. Com relação a outros tipos de apresentação, destacam-se o circo, as comédias stand up e os teatros de bonecos.
A maioria das pessoas entrevistadas afirma gostar de observar os principais elementos culturais e artísticos da cidade, tais como parques (89%), arquitetura em geral (73%), luzes artísticas e decorativas (70%), monumentos e estátuas (68%), propaganda e publicidade (54%) e grafites/murais (49%).
Os principais locais visitados quando se deseja fazer alguma atividade cultural nos fins de semana são os shoppings, cinemas, parques, igrejas, teatros, restaurantes e outros espaços de alimentação e praças. A maior parcela se dedica, nos lugares citados, a atividades de entretenimento e atividades culturais, com uma pequena participação de atividades esportivas e religiosas. Um dado curioso é que, na percepção de 51% dos entrevistados, nenhuma atividade cultural é feita por eles aos fins de semana. Essa proporção chega a 85% entre segunda e sexta-feira, de forma que a principal atividade cultural citada passa ser a ida a igrejas e outros locais religiosos.
“Cada vez mais eu vejo que temos muitos capitais culturais. Não existe um único caminho. Passa pela construção e mudanças dos diversos capitais culturais, a partir de uma troca efetiva entre eles”, concluiu Márcia Costa Rodrigues, gerente de cultura do Departamento Nacional do Sesc.
Clique aqui para acessar o site com os dados da pesquisa e o vídeo do seminário de apresentação.