Rádio Engenho Velho

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PROJETO NÓS SE VENDO CHEGA AO ALTO DA ALEGRIA




O projeto, de autoria de Panticola e o Professor Josiêr Ferreira, consta de apresentações junto as comunidades, de documentários de momentos históricos, apresentações da nossa cultura e depoimentos de filhos ilustres da nossa cidade. O objetivo, através dessas exibições, é, de possibilitar o acesso do povo aos vídeos documentários, produzidos em Barbalha, promovendo as reflexões sobre as questões sociais, políticas, ambientais, antropológicas e culturais junto às comunidades do nosso município.

A ideia é levantar a autoestima do nosso povo através de uma visão poética e rítmica que envolve todas as nossas tradições, com foco no  desenvolvimento histórico local,  suas principais riquezas culturais e naturais.

As ONGs Corrupio Povo Cariri, Centro Pró Memória Josafá Magalhães e a Sociedade Artística e Cultural Engenho Velho, são as encarregadas de desenvolverem todas as ações.

Hoje, 27 de abril de 2012, chegamos ao Bairro Alto da Alegria onde exibimos o documentário do carregamento do Pau da Bandeira de 2011 no bar do Regis.

O Projeto vai ao encontro de tudo que se pensa sobre a democratização da cultura.









sábado, 21 de abril de 2012

TIRADENTES



Introdução 
O nome do líder da Inconfidência Mineira era Joaquim José da Silva Xavier. Nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade de Tiradentes, Minas Gerais) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Biografia 
Exerceu diversos trabalhos entre eles minerador e tropeiro. Tiradentes também foi alferes, fazendo parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais.
Junto com vários integrantes da aristocracia mineira, entre eles poetas e advogados, começa a fazer parte do movimento dos inconfidentes mineiros, cujo objetivo principal era conquistar a Independência do Brasil. Tiradentes era um excelente comunicador e orador. Sua capacidade de organização e liderança fez com que fosse o escolhido para liderar a Inconfidência Mineira. Em 1789, após ser delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados em 1792. Alguns filhos da aristocracia ganharam penas mais brandas como, por exemplo, o açoite em praça pública ou o degredo.
Tiradentes, com poucas influências econômicas e políticas, foi condenado a forca. Foi executado em 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados.

Conclusão 
Tiradentes pode ser considerado um herói nacional. Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O Brasil não tinha umaconstituição, direitos de desenvolver indústrias em seu território e o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Nas regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta na população. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O FIM DO MUNDO E OS MAIAS

Acabo de chegar do México, mais precisamente de Mérida, na península de Yucatán. Fui participar de um encontro intitulado “Enriching Collaborative Practices Across Cultural Borders”. O encontro foi realizado em uma região do México na qual a civilização Maia é absolutamente presente, não só nas ruínas, mas também nos rostos que andam nas ruas, assim como na língua (mais de metade da população da região tem o maia como sendo sua língua materna).
Descobri, durante minha permanência lá, que tanto a localização quanto a época do encontro não eram por acaso.  Segundo as instituições organizadoras – Taos Institute e Kanankil Institute, o principal tema do encontro – práticas colaborativas e a construção do ser a partir das relações sociais – conecta-se com a nova era anunciada no calendário Maia.
Quando ouvi essas palavras, na abertura do encontro, pensei: “Nova era? Mas não era o fim do mundo?” Lembrei-me de um péssimo filme norte-americano que vi no ano passado, que apresentava nosso mundo submerso em 2012. Lembrei-me dos títulos nas estantes das livrarias de aeroporto sobre o calendário Maia e o fim do mundo… E lembrei-me de como cada uma de nossas culturas entendem o tempo e a história à sua maneira.
Com mais de 200 participantes, oriundos de mais de 20 países e de diversas áreas acadêmicas e profissionais (psicologia, psicanálise, sociologia, educação, e antropologia, entre outros), o encontro tinha apresentações e palestras tais como “sistemas humanos”, “a tensão das diferenças no selfrelacional”, “a Construção social do significado através do movimento” e “Diálogos tecno- socioconstrutivistas”, entre outros.
A base de toda discussão parte de uma nova visão do indivíduo, entendido como um ser “relacional” e não absoluto. Um paradigma novo e antigo, como percebi, pois ainda em minha santa ignorância sobre o tema, vi de que maneira essa desconstrução da noção de indivíduo como uma entidade autônoma, hoje abraçada por acadêmicos e consultores em todo o mundo, retoma conceitos bastante presentes nas culturas “ancestrais”, tais como a cultura maia.
Comecei a refletir sobre alguns paradigmas do meu próprio campo de atuação, ou seja, as narrativas. A narrativa, seja ela a história de um grupo, uma empresa ou de uma única pessoa, surge, de fato, a partir das relações estabelecidas no momento em que são produzidas. Isto é, a história de uma empresa ou de uma pessoa só existe na medida em que pessoas se juntam e passam a atribuir significados comuns ao que, de forma conjunta, criam como sendo suas “histórias”.
Todo este debate me fez pensar, ainda, em algo bastante presente em nossas vidas – que são as noções de início e fim. Esta visão foi bastante acentuada nesse encontro, em uma cidade e região muito mais maia do que espanhola e/ou mexicana.
No dia 21 de março fomos convidados a assistir ao nascer do sol em uma ruína maia, em um local chamado DZIBILCHALTUN. Lá, esperamos para ver de que maneira o sol era precisamente enquadrado pelas molduras das janelas e portas de um templo, durante os dois equinócios deste ano de transição de uma era maia para a outra. Essa transição, entendida como uma passagem, foi apropriada em nossa cultura como o fim do mundo.
Durante o nascimento do sol, um momento mágico e estarrecedor, um descendente maia explicava que nessa nova era muitas coisas terão que se transformar. Ele traduzia essa cosmovisão dizendo que o mundo está dividido em duas partes, não contraditórias como céu e inferno, mas complementares, e foi dando exemplos de que não existe vida sem morte, homem sem mulher, ou eu sem outro.
Então, pensei, não existe fim sem começo e nem começo sem fim. Vi de que forma, por estarmos tão condicionados a pensar no tempo de forma linear, vislumbramos nossa morte como nosso e a história de nossa sociedade como uma linha voltada para “frente”, interrompida por alguma catástrofe – talvez por isso temos sempre nossos anúncios de fim do mundo– mesmo que este venha anunciado pelas mudanças climáticas.
Mas, ao ver aquele sol nascendo precisamente enquadrado por uma construção realizada mais de dois mil anos atrás, vi como as culturas não se perdem, mas se transformam. Vi como cada um de nós pode, sempre, reconstruir suas próprias narrativas e como o tempo, sempre uma definição, pode ser entendido como um ciclo, uma linha ou mesmo um fluxo permanente de transformações.
Graduada em História pela Universidade Federal Fluminense (RJ), com mestrado em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É fundadora do Museu da Pessoa, um museu virtual de histórias de vida. Para mais artigos deste autor clique aqui

terça-feira, 17 de abril de 2012

ARTIGO EM TORNO DA POLÊMICA POLÍTICA CULTURAL

Por Gabriel Cohn

 

Que algo não vai bem nas políticas da cultura é fora de dúvida. Nunca, desde o período Collor, a política oficial na área foi tão contestada, e por tantos lados. Surpreendentes lados, além do mais. Históricos e respeitáveis militantes petistas fazem críticas contundentes, enquanto figuras conhecidas no campo cultural se alinham a encarniçados conservadores na defesa de uma ministra do PT. Tentemos propor o problema de fundo numa perspectiva ampla, ainda que à custa de rodeios necessários.
Fazer política cultural nunca foi fácil. Quando não se tem uma concepção clara das relações entre sociedade, Estado e cultura fica ainda mais difícil. A questão desagradável é: como juntar esses três termos sem fazer violência a nenhum deles? Pior: sem fazer violência à cultura, o elo frágil nessa cadeia? Mas qual intervenção na cultura não lhe faz violência? Eis o grande desafio de qualquer proposta séria de política cultural: mexer com essa coisa imponderável com a leveza sem a qual ela sufoca, junto com a firmeza suficiente para lhe dar força.
Cultura ou é tudo, uma espécie de atmosfera que respiramos nos menores gestos, ou é nada, porque cada vez que tentamos prendê-la numa das formas que assume ela nos escapa sob outra forma. Ou então, aprisionada nas redes administrativas, ela se converte em terreno bem demarcado no interior da produção e circulação simbólica. Essa última condição é que faz brilhar os olhos dos gestores mais apressados. Até porque desse modo ela pode ser definida, classificada e avaliada, mediante o uso de qualificativos: é popular, é nacional e assim por diante, tudo dependendo de quem tenha o poder de “ocupar o espaço” e de impor a sua definição.
Entre a cultura na sua acepção mais genérica possível (segundo a qual é nela que se dá a tradução no registro simbólico da vida humana, convertendo-a em experiências organizadas e peculiares a épocas e lugares) e suas expressões singulares bem mapeadas (a dança x na cidade y) há um enorme espaço, que se oferece às políticas.
A questão da formulação e implementação de políticas na área ganhou importância no Brasil com a criação do Ministério da Cultura em 1985 e assumiu forma constitucional a partir de 1988. Ao reservar-se todo um ministério a essa questão seguia-se um pouco o caso exemplar da França, que, no governo De Gaulle, consoante a vertente napoleônica da orientação republicana, criou em 1959 aquele órgão de difusão mundial da “grandeur” gaulesa. E fez questão de legitimá-lo na figura de um ministro grande intelectual, André Malraux. É verdade que isso se fez sem esquecer a frente interna, na qual viriam a se elaborar políticas inovadoras como a da “animação cultural”, cujas repercussões no Brasil merecem atenção.
Entre nós quem fez o papel de Malraux foi Celso Furtado, a quem se deve a concepção básica das leis de incentivo (batizadas na origem com o nome do então presidente Sarney, para depois se converter em Lei Rouanet) e, sobretudo, uma concepção abrangente da cultura como foco de políticas, centrada na ideia de criatividade. Depois disso, a rotina gerencial, mesmo quando competente, passou a se impor, como que dando razão àqueles que viam com reserva a própria criação do ministério.
Em 1984, quando se discutia essa criação, eu argumentava contra (“Cultura é cultura”, “Folha de S. Paulo”, outubro/1984), em termos que retomo agora. “A política cultural não segue a lógica da cultura – qual seria? -, mas a lógica da influência, do prestígio e do poder. Para isso ela cria suas instituições, seus gestores, seus funcionários, como condição para poder exercer-se. No limite, cria um ministério. A ideia da criação de um Ministério da Cultura não é, portanto, aberrante. Tem sua lógica, mas é uma lógica perversa. Ela repousa numa confusão que tem importância decisiva para entender como essas coisas se dão: aquela que no lugar do que é público coloca aquilo que é oficial. Enfim, aquela pela qual a clássica oposição liberal entre esfera pública e esfera privada fica sufocada nas malhas da esfera oficial, que acaba se identificando com a do aparato estatal”.
E concluía: “A cultura, essa entidade fugidia, tende a escapar por entre as malhas grossas das redes coletoras de recursos. Enquanto isso as redes mais finas podem ficar ociosas, dispersas pela sociedade, ou então continuar colhendo, à margem dos organismos e processos oficiais, sua sempre renovada carga simbólica. O risco é que elas fiquem restritas, confinadas em universos privados, talvez à espera dos possantes aspiradores da indústria cultural. O desafio continua o mesmo: articular o processo cultural com outros processos sociais e políticos, não para definir seu campo e suas prioridades oficiais, mas para o converter de fato em coisa pública, pois essa é no fundo a sua vocação. A cultura é entidade multiforme e intrometida e, tendo liberdade, nada lhe escapa. Porém, como ela não existe de maneira fixa e palpável, sua liberdade só se realiza juntamente com todas as outras liberdades. E isso passa, é claro, pelas condições materiais para exerce-las. Portanto, sua plena realização só se dá juntamente com todas as outras, num aprendizado social e político que certamente não passa por nenhum ministério”.
De passagem, interrogava se caberia àquele orgão “a regulamentação da concessão de canais de rádio e televisão, que atualmente está na área na qual se cruzam considerações tecnológicas com as de segurança nacional, sob o nome de “comunicações” (área, de resto, cuja sombra incide fortemente sobre o processo cultural)”. Nesse aspecto, convém lembrar que a antes citada França tem atualmente um Ministère de la Culture et de la Communication.
O dado importante, aqui, é que no período recente ocorreram mudanças que permitem pelo menos matizar aquelas reservas. A principal delas, claro, consiste no fortalecimento da sociedade nas suas relações com o Estado, que inclui o uso das novas tecnologias da comunicação. Avanço que se anunciou com força em certo momento e no entanto se revela vulnerável, como demonstra a situação presente na área cultural.
É fácil detectar o momento em que isso ganhou corpo. Foi na gestão Gilberto Gil-Juca Ferreira nos mandatos Lula, quando se adotaram políticas baseadas numa concepção ampla e generosa de cultura, de cunho antropológico, como então se proclamava (em contraste com concepções gerenciais-mercadológicas). Chamou-se a sociedade, criaram-se condições de participação mediante a associação em múltiplas redes, apostou-se no prazo mais longo para o aprendizado cultural, multiplicaram-se as formas de produção e distribuição.
Foi o brusco freio quando não reversão dessa tendência na atual gestão Ana de Hollanda que gerou o mal-estar manifestado em várias frentes, desde os participantes e produtores culturais atingidos por cancelamentos de projetos em andamento até amplos setores simpáticos a políticas nas quais reconheciam a marca das melhores vertentes democráticas. É por aí que se traça a linha divisória entre críticos e defensores da atual ministra. O que a vertente crítica não tem como aceitar é o retrocesso envolvido numa política tipo “o ministério dos artistas”, pois isso equivale em converter o MinC em agência de reconsagração daqueles já consagrados pelo mercado. Ou então a conversão do ministério em agência de policiamento da circulação cultural, em nome da defesa de direitos autorais (com tudo o que isso representa em termos de envolvimento com entidades privadas de organização e conduta nebulosa).
O Ministério da Cultura está aí para ficar, para o bem ou para o mal. (Perguntem a qualquer presidente se é fácil fechar um ministério, salvo pelo seu desdobramento em outros dois.) Houve momentos, recentes, em que ele veio para o bem. Caso persista a orientação que se vem imprimindo a ele na atual gestão, só restará sua face sombria, e os danos serão irreparáveis.
Gabriel Cohn é professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Publicado  por Marcelo Manzatti

domingo, 8 de abril de 2012

SEMANA SANTA EM BARBALHA


Nessa semana santa fiquei muito satisfeito e orgulhoso com a comprovação do nosso potencial artístico e cultural, apesar de toda fragilidade e descaso porque passa a cultura na nossa região, principalmente no eixo CRAJUBAR. As pessoas, as entidades, os grupos culturais, deram uma verdadeira lição de como fazer cultura. Em Barbalha aconteceram várias encenações da Paixão de Cristo, Malhações de Judas, Caretas, Encontro de Penitentes e muita oração.

As Secretarias de Cultura, me desculpem os Gestores, não têm relevâncias, não estão a altura da grandeza da cultura da região, da diversidade cultural, não conseguem lidar com os principais aspectos dos processos culturais, ou seja, pouco se contribui ou não se contribui. A responsabilidade de fazer cultura não é da sociedade civil organizada, apesar de desenvolverem esse papel muito bem em nossa região. Graças a Deus que existem esses baluartes. Temos que tratar a cultura como fato simbólico, como necessidade básica do ser humano, não há como pensar o ser humano sem pensar na necessidade de simbolização, que é isso que nos diferencia dos outros animais. Todo mundo tem direito de ter acesso pleno à cultura, é, um direito de cidadania. Na medida em que é uma necessidade básica o Município passa a ter obrigações. Isso Eles não querem entender. Precisamos urgentemente reaver a situação da cultura em nossa região. Estamos nus culturalmente. Precisamos parar com essa história de colocarmos pessoas para aprender a fazer cultura à frente de uma pasta tão importante.

Não consigo ver nenhum gestor cultural planejar as ações de sua pasta, quando o Ministério da Cultura preconiza que seja feito um planejamento para dez anos. Estão realizando o trivial, o que por ano são obrigados a realizarem. A situação cultural em nossa região é muito preocupante. Parabéns as entidades e as pessoas que por amor e por gostar, vêm salvando a nossa cultura.

ENCENAÇÃO DO SITIO MELO








ENCENAÇÃO DO SITIO BREJINHO









CARETAS E JUDAS DO SITIO CABECEIRAS












CARETAS E JUDAS DO SITIO CORRENTINHO






  
 PROCISSÃO DO FOGARÉU- ENCONTRO DE PENITENTES










TERÇO DOS PENITENTES NO CEMITÉRIO