quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

CONVERSA COM O JOVEM

Por: Francisco Aldo Luna Gomes– 30/1/13

A balada, “as mina”, os amigos... como é bom ser jovem! Mas você já se perguntou que tipo de gente você é?Já questionou o quanto pode ser útil à comunidade? Compreendeu o real significado do verbo aproveitar?

Peço licença para este colóquio que julgo tão imprescindível. Responda-me, você não acha que está na hora de pensar? Pensar numa sociedade melhor, realmente civilizada? Não é incrível tantas perdas humanas e ambientais?

Você pode me dizer o motivo de tanta intolerância? Quer me esclarecer por que tanto exagero? Claro que falo de um modo geral, não são todos iguais. Mas como dói tantas belezas e futuros sombrios..

No Brasil, bem mais da metade é usuário de álcool. Mais de sete por cento, doentes viciados, sem perspectivas. Das ilícitas, cada vez mais visíveis, os números são terríveis. Em relação ao mau uso das redes sociais, as estatísticas são crescentes.

Ainda há aqueles que se acham melhores, os materialistas. Se têm o “tablet da hora”, o ipad, a câmera de tantos pixels, Sentem-se mais fortes, cobiçáveis, poderosos... mas vazios. Bonitos, mas pobres de argumentação, de conteúdo...

Em relação ao gosto musical, que pena...não é musica o que escutam. Afinal, não pode ser belo o que destrói, o que enlameia a alma. A música tem outras vertentes: o coração, o cérebro, o espírito. Assim, valoriza-se o ritmo, a harmonia, a letra, a interpretação...

Jovem, converse com o seu espelho em busca de outras perguntas. Escreva uma nova história em prol da construção de uma nova realidade. Como nos anos de chumbo, una-se para lutar com bravura, inquietude. Tão passageira, a vida merece muito mais do que isso...

Você pode perguntar por onde começar, então eu digo: Abasteça-se de conhecimento, leitura, sabedoria. Não dedique tanto tempo apenas à diversão, ao doce. A vida não pode se resumir a um face ou a um book.

Seja curioso, perceba o mundo competitivo. Enquanto tecla tanto, outros estudam com ardor. Conquistam os melhores lugares e você fora da fila... Organize o seu tempo para melhor aprender e curtir.

Entre com toda garra no mundo da aprendizagem. Valorize a literatura, quanto mais livros mais crescimento. Você pode ver muito além na tela de um monitor. Use a tecnologia em seu favor e faça o que disse o Raul:

“Queira! (Queira!). Basta ser sincero. E desejar profundo.

Você será capaz de sacudir o mundo. Vai! Tente outra vez!

Tente! (Tente!) E não diga que a vitória está perdida,

Se é de batalhas que se vive a vida...Han! Tente outra vez!...”







domingo, 27 de janeiro de 2013

ESTUDANTES DE JORNALISMO DA UFC VISITAM BLOCOS CARNAVALESCOS DE BARBALHA

Um grupo de aproximadamente 30 estudantes de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará esteve visitando os blocos carnavalescos do Bairro do Rosário no último dia 26. A visita faz parte de um Projeto da UFC em parceria com o BNB Cariri. Todos os estudantes foram recepcionados, pelos representantes dos blocos carnavalescos, com muito frevo com a frevioca dos Batutas do Rosário e samba com a Bateria do Bloco Foliões do Maguary. Presentes, além da comunidade, as seguintes pessoas: Panticola representado o Império dos Lobisomens, Israel pelos Goteiras, Nazareno e Gija pelo 2ª do Mela-Mela, Luciano e Ró pelos Bêbados Melado e Lisos, Jackson representado o Segura a Macaxeira, Willianful, Andrei e Leozão pelos Foliões do Maguari, além dos jovens do bloco No Coador é mais forte.

O Encontro foi organizado pelo Professor Thiago Coutinho e o compositor e Poeta Francisco de Assis, Tiquinho, sendo o primeiro contato dos estudantes da UFC com os nossos blocos carnavalescos.

É o Bairro do Rosário colocando o nome da nossa cidade na história do carnaval cearense através dos nossos blocos.












segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

POR QUE ATÉ O PAPA TEM MEDO DO PADRE CÍCERO?



O cardeal Joseph Ratzinger conduziu durante dez anos o processo para beatificação e posterior canonização do padre cearense: Cícero Romão Batista.
Não há, no Vaticano, quem conheça melhor a vida e os “milagres” do Padre Cícero. O cardeal Ratzinger é o maior especialista sobre o Padre Cícero, dentro da Igreja Católica.

O cardeal Joseph Ratzinger virou o Papa Bento XVI e esperava-se que ele desse sequencia ao processo que conduziu na condição de cardeal, mas qual o quê?

O processo empacou no Vaticano.
Para entender a peleja do Vaticano com o Padre Cícero cabe lembrar que a Santa Sé temia que a liderança religiosa do Padre cearense levasse à criação de uma Igreja Católica, Apostólica e Brasileira.

Sim, porque a que está aí é Romana.

Na década de 1930, o Vaticano designou o reitor do Convento de Brindsi, o frei Pio Giannotti, para liderar a “Santa Missão” destinada a fortalecer o poder da Santa Sé na região mística do sertão nordestino.

Nessa região, especialmente na região das “sete cidades” do sertão do Cariri, expandiu-se o fanatismo religioso que, ao contrário do que muitos pensam, não começou com o Padre Cícero – antes dele, prevaleceu a pregação do “padre Ibiapina”, uma espécie de precursor do Padre Cícero.

Ibiapina era um advogado em Recife que, por desilusão amorosa, renunciou a toga e vestiu uma batina. Começou a pregar e a criar as chamadas “Casas de Caridade”, o que assustou os padres franceses que administravam o Convento de Fortaleza.

Pressionado pelo Vaticano, o “padre Ibiapina” capitulou. Mas, quando o Vaticano pensava que tinha resolvido o problema, deu-se o “milagre” da beata Maria de Araújo – que fez surgir o Padre Cícero como novo líder espiritual na região do Cariri.

Em 1931, o ex-reitor do Convento de Brindsi, Pio Giannotti, desembarcou no Brasil e mudou de nome. Passou a se chamar “frei Damião de Bozzano”.

Soldado combatente na I Guerra Mundial, nada revelava na figura baixinha do Frei Damião esse passado de guerreiro. E, no Brasil, ele se desincumbiu com sucesso da tarefa dada pelo Vaticano e, se não conseguiu eliminar totalmente o prestígio do padre Cícero, pelo menos conseguiu dividi-lo.

E, por ironia, há quem o compare à reencarnação do Padre Cícero – o que o Frei Damião rechaçava com mau humor, sob a alegação de que o Padre Cícero desobedeceu ao papa.

Mas, gente, passado tantos anos e diante dessa oportunidade de ser o papa atual o responsável pelo processo de canonização do Padre Cícero, não é estranho que a Igreja Católica Romana ainda tema o prestígio do padre cearense?

Quem sabe esse temor se deve ao fato de o Padre Cícero ser o único líder religioso no mundo que não foi peregrino?

O padre Cícero nunca saiu do Juazeiro. As pessoas é que vão lá, ainda hoje, para reverenciá-lo.


Roberto Villanova/Demontiêr Tenório

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

SECULT LANÇA EDITAL CARNAVAL DO CEARÁ 2013

No valor de R$ 974 mil, o Edital vai contemplar projetos de programação e agremiações carnavalescas
A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará está com as inscrições abertas Até o dia 18 de janeiro de 2013 para seleção de Projetos relacionados as tradições regionais cearenses voltados às manifestações carnavalescas entre o dia 21 de dezembro e o dia 18 de janeiro de 2013. O edital no valor de R$ 974.000,00 (novecentos e setenta e quatro mil reais), oriundos do FEC – Fundo Estadual de Cultura, para o ano de 2013, vai contemplar projetos nas categorias: “Apoio à Programação Carnavalesca” – totalizando R$ 400.000,00(quatrocentos mil reais) e “Apoio às Agremiações Carnavalescas” no valor de R$ 574.000,00 (quinhentos e setenta e quatro mil reais).
De acordo com o Edital, Programações Carnavalescas são as manifestações populares dedicadas à diversão, folias e folguedos, realizados entre os dias 08 e 12 de fevereiro de 2013, voltadas a manutenção do carnaval cearense e, Agremiações Carnavalescas são os grupos organizados com características peculiares, distribuídos nas subcategorias:
Maracatu: cortejo de brincantes que desfilam ao ritmo do batuque, entoando loas, divididos em  alas (índios, batuque, baianas, balaieiro, calunga, preto e preta velha, corte representada com suas princesas e príncipe, serviçais portando sombrinhas, incensos e abanadores, rainha e rei pintado, etc.) trazendo à frente uma baliza e um porta-estandarte, tendo como ápice, a coroação da rainha.

 Escolas de Samba: brincantes fantasiados que desfilam ao som de um samba-enredo cantado por um puxador e executado por uma bateria. O grupo se constitui por: comissão de frente, mestre-sala, porta-bandeira, abre-alas, passistas e bateria.

Blocos: grupo de brincantes que desfilam OBRIGATORIAMENTE fantasiados e que se destacam pela irreverência e bom humor.

Cordões: brincantes fantasiados, conduzidos por um porta-estandarte que leva à frente a identificação da agremiação. O grupo dança puxado por uma banda de sopro.

Afoxé: brincantes fantasiados nas cores dos Orixás, entoando cantigas em língua Irorubá, com instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. O ritmo da dança na rua é o mesmo dos terreiros, bem como a melodia entoada. Os cantos são puxados em solo, por alguém de destaque no grupo, e são repetidos por todos, inclusive os instrumentistas. Antes da saída do grupo ocorre o ritual religioso (como a cerimônia do "padê de Exu" feita antes dos ritos aos orixás numa festa de terreiro).


Fonte: http://www.secult.ce.gov.br


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

PRÊMIO CULTURAS POPULARES 2012


Inscrições serão abertas no dia 5 de janeiro de 2013 e a premiação vai para 350 ações
Amácio Mazzaropi em 'O Grande Xerife'

Os interessados em participar da edição 2012 do Prêmio Culturas Populares terão um bom prazo para preparar a documentação que será necessária em todo o processo de inscrição das propostas e outras questões relacionadas ao concurso.
As inscrições para o edital instituído pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC/MinC),  estarão abertas a partir de 2013, no período de 5 de janeiro a 5 de abril.  O grande homenageado da atual edição é o ator, produtor e cineasta Amácio Mazzaropi, que completaria, neste ano, 100 anos.
Serão destinados 170 prêmios para Mestres, mais 170 prêmios para Grupos/Comunidades e 10 prêmios para Mestres in memoriam. Ao todo serão premiadas 350 iniciativas e o investimento total será de R$ 5 milhões.
São objetivos da premiação: fortalecer as expressões das culturas populares brasileiras; identificar, valorizar e dar visibilidade às atividades culturais protagonizadas por Mestres e Grupos/Comunidades e às estratégias de preservação de suas identidades culturais; incentivar a participação plena e efetiva dos Mestres e Grupos/Comunidades na elaboração, execução e avaliação de projetos, atividades, ações e iniciativas que envolvam as culturas populares por eles cultivadas, dentre outros.
Participação
Poderão participar do edital iniciativas que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras, como ações e trabalhos, individuais ou coletivos, que fortalecem as expressões culturais populares, contribuindo para a sua continuidade e para a manutenção dinâmica das diferentes identidades culturais no Brasil.
Também poderão ser inscritos no concurso projetos que desenvolvam atividades de retomada de práticas populares em processo de esquecimento e difusão das expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem, em todas as suas formas e modos próprios como religião; rituais e festas populares; arte popular; mitos, histórias e outras narrativas orais.
Criado em 2007, o prêmio chega à sua quarta edição, somando 695 iniciativas premiadas em todo o país com um investimento total de R$ 6,9 milhões, sempre reconhecendo a atuação exemplar de Mestres e de Grupos/Comunidades praticantes de expressões das culturas populares brasileiras e fortalecendo essas expressões.
Mazzaropi em 'A Carrocinha'

Amácio Mazzaropi (1912-1981) teve uma infância pobre. Começou a atuar na cidade de Taubaté (SP) em 1931 e, em 1942 montou a Troupe Companhia Amácio Mazzaropi, passando a viajar pelo interior do país com um pavilhão – um barracão de tábuas corridas, coberto de lona, com cadeiras e bancos de madeira para a plateia – chamado de Teatro de Emergência.
Ao todo, foram 32 filmes realizados pelo artista, que faleceu aos 69 anos, em São Paulo. Dentre os principais filmes estrelados por Mazzaropi estão: A Carrocinha (1955); O Gato da Madame, Fuzileiro do Amor e o Noivo da Girafa (1956); Chico Fumaça e Chofer de Praça (1958); Jeca Tatu e Pedro Malasartes (1959).
Informações
As inscrições para o edital poderão ser realizadas pela internet, por meio do Sistema SalicWeb, ou por via postal, sendo necessário, em ambos os casos, encaminhar a documentação e anexos exigidos pelo edital, para o endereço que consta no edital.
Dúvidas e informações referentes ao concurso poderão ser esclarecidas e/ou obtidas junto à SCDC/MinC, por meio do endereço eletrônico: culturaspopulares@cultura.gov.br
O edital do Prêmio Culturas Populares 2012 foi publicado no Diário Oficial da União (Seção 3, págs. 23 a 26), no dia 5 de novembro.

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fotos: Divulgação/Site oficial de Mazzaropi)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA LANÇARÁ CORDÉIS SOBRE VIDA E OBRAS DE LUIZ GONZAGA



O lançamento dos cordéis faz parte das comemorações do centenário do Rei do Baião.

A Sociedade dos Poetas de Barbalha (SPB) lançará mais dois cordéis, perfazendo um total de quase 26 títulos e quase 25 mil folhetos nos seus dois anos de existência. A solenidade será realizada no hall da Secretaria de Cultura e Turismo, na Rua da Matriz, no Centro Histórico de Barbalha. 
O objetivo da SPB é manter uma das mais ricas tradições da cultura popular, a literatura de cordel. Os cordéis a serem lançados nesta sexta-feira (14), a partir das 19 horas, são de autoria das poetisas Ângela Maria Pereira e Maria do Rosário Lustosa. Ambos têm como mote a vida e a obra de Luiz Gonzaga e faz parte das comemorações do centenário do Rei do Baião. Além dos lançamentos, haverá recital e outras apresentações artísticas.

Fonte: Rádio Cetama/Josélio Araújo

CORDEL SUA MAJESTADE LUIZ GONZAGA O REI DO BAIÃO
Autora:  Rosário Lustosa

Que a Deusa da poesia
Me dê a inspiração
É a quem peço licença
Pra fazer uma narração
Falando um pouco da saga
Do grande Luiz Gonzaga
O nosso Rei do Baião

Com seu jeitão nordestino
E linguagem universal
O seu Império ultrapassa
A área nacional
Que a todos conquistou
E  muito emocionou
De uma maneira geral

A vida de Gonzagão
Em dez livros não cabia
Imagine em um só cordel
Com certeza não daria
Me sentindo sufocada
E até encurralada
Vou começar a grafia

Pra começo de conversa
Veja esta narração
Que ele fez de repente
Em uma declaração
Pelos fazeres da lida
Do que foi a sua vida
Sem nenhuma acanhação: 

“Meu nome é Luiz Gonzaga
Não sei se sou fraco ou forte
Só sei que, graças a Deus,
Té pra nascer tive sorte,
Apois nasci em Pernambuco
O famoso Leão do Norte.

Nas terras do Novo Exú
Na Fazenda Caiçara,
Em novecentos e doze,
Viu o mundo a minha cara.

No dia de Santa Luzia,
Por isso é que nasci Luiz,
No mês que Cristo nasceu
Por isso é que sou feliz.”

Assim falou o Rei Luiz
Com toda a sua euforia
Esta Grande Majestade
Do reinado da alegria
Que a todos agradou
Nas terras por onde andou
Cantando o que bem queria

Foi filho com muito orgulho
De Santana e Januário
E deles Gonzaga herdou
O espirito comunitário
Que procurou ajudar
Sem jamais prejudicar
Quem cruzou o seu cenário

O patrimônio maior
Que o  Gonzaga deixou
São  seiscentos e vinte e cinco
Musicas que organizou
Em duzentos e sessenta e seis
Se tornou  o maior dos Reis
Nos discos que ele gravou

De  Exú pra  Fortaleza
Foi pra terra da garoa
E no Rio de Janeiro
Ele morou numa boa
Com seu filho Gonzaguinha
E sua filha Rosinha
E sua Helena a patroa

Em novecentos e vinte
Começou o seu reinado
Foi no Rio de Janeiro
Que ele foi coroado
E como o Rei do Baião
Que cantou o seu sertão
Gonzaga é respeitado

A beleza da sua obra
O mundo inteiro ouviu
É eterno este reinado
Que Gonzaga construiu
Sua grandeza de vida
Feliz e também sofrida
Que entre nós conduziu

Fez com Humberto Teixeira
Uma grande parceria
Com Zédantas e Morcolino
Esteve em sintonia
Em  musicas que semeou
Em tudo que ele gravou
No mundo da poesia

Uma sanfona um triângulo
Uma zabumba e um pandeiro
Seguiram a sua vida
De modo rústico e matreiro
Embalou sua alegria
Carregada de energia
Foi único sem ter parceiro

Luiz Gonzaga usava
Chapéu de couro e gibão
Bonita indumentária
Que ele herdou do sertão
Do seu Exú que amava
No tempo que frequentava
As festas de apartação

No cenário da poesia
E da musica popular
Xaxado xote e baião
O primeiro a divulgar
Do folclore a riqueza
Da alma teve a grandeza
Que ele deixou no ar

No  começo de sua vida
Gonzaga muito sofreu
O seu primeiro emprego
Que ele não escolheu
Como a primeira etapa
Foi nos cabarés da Lapa
Do Rio onde viveu

Com musicas  e com piadas
Seu repertório montou
As ações dos governantes
O Rei Luiz criticou
Em todo show que ele fez
A todos ele satisfez
Por onde se apresentou

Luiz Gonzaga será
Para sempre eternizado
Como o maior sanfoneiro
Que foi muito apaixonado
Pelo Nordeste querido
De povo bom e sofrido
Que nunca deixou de lado


“A Volta da Asa Branca”
Na “Fogueira de São João”
 “Aquilo bom”  “Na Emenda”
Na  “Corrida de Mourão”
“Tem a Morte do Vaqueiro”
E a  “Mulher do Sanfoneiro”
Com “A Mulher do meu Patrão”

A sua obra traduz
A vida de sua gente
A alegria e  esperança
Que o deixava contente
Mostrando a bela história
De toda uma trajetória
Que ele fez diferente

Luiz Gonzaga cantou
A vida de Lampião
O Juazeiro do Norte
E Padre Cicero Romão
Cantou a paz e o amor
E da saudade a dor
Que tinha no coração

Lá no Rio de Janeiro
Campeã se consagrou
A Unidos da Tijuca 
Do  carnaval que passou
Na avenida cantando
Mostrou o sertão sambando
Que seu Luiz inventou

Por seu filho Gonzaguinha
Sempre teve grande amor
Elba e Raimundo Fágner
Foram amigos sim senhor
Dominguinhos o sanfoneiro
Seu velho amigo guerreiro
É o seu maior seguidor
  
Numa grande Sociedade
Luiz Gonzaga viveu
Como feliz operário
Ele sempre obedeceu
Está na Acácia Amarela
Composição muito bela
Musica que ele escreveu

“O Grande  Arquiteto do Universo”
Na musica citou também
“É harmonia, é concórdia”
E ele assegura que tem
Uma casa justa e perfeita
Que ele chamou direita
Onde se sentia  bem

Ao Cratinho de açúcar
Luiz Gonzaga amou
Por lá fez muitos amigos
E a todos respeitou
Alguns estão declarados
Com seus nomes registrados
Nas musicas que ele gravou

O seu ultimo desejo
Foi de poder visitar
O Juazeiro e o Crato
Quando ele fosse passar
Para Exú viajando
Em ultimo adeus acenando
Para poder se enterrar

A este simples pedido
O seu filho protestou
Foi nosso Padre Murilo
Quem logo determinou
Com precisão e sem erro
No dia de seu enterro
Quando seu corpo chegou

No Juazeiro e no Crato
Ele foi homenageado
Para a última morada
Muito bem acompanhado
Foi um dia de tristeza
E seu Luiz com certeza
Pra sempre será lembrado.
                                   
Juazeiro do Norte, Dezembro de 2012