sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Elza Soares é destaque na abertura da 13ª Mostra SESC Cariri de Culturas

A abertura da 13ª Edição da Mostra SESC Cariri de Culturas acontece nesta sexta-feira (11), a partir das 17 horas, na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte. A Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades, do Rio de Janeiro, começa a apresentação com o espetáculo Chegança do almirante negro na pequena África. Em seguida será realizado o cerimonial, com a presença do presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt e da Diretora Regional do SESC, Regina Leitão. O agito da noite fica por conta do Musical Traduções Cariris, com os Zabumbeiros Cariri, Abidoral Jacamaru, João do Crato e Salatiel, e da irreverente cantora Elza Soares, misturando samba, bossa nova, MPB, sambalanço, samba rock e hip-hop. A cantora é um dos destaques da noite de abertura, que este ano faz homenagem especial ao centenário do município de Juazeiro do Norte.
Em uma vasta programação, dividida em núcleos de literatura, artes cênicas, audiovisual, tradição e música, a Mostra SESC Cariri de Culturas reúne espetáculos nacionais e internacionais, envolvendo a participação de mais de 500 artistas.

Sobre Elza SoaresElza da Conceição Soares, mais conhecida pelo nome artístico Elza Soares (Rio de Janeiro, 23 de julho de 1937), é uma cantora e compositora brasileira de samba, bossa nova, MPB, sambalanço, samba rock e hip-hop. Elza tornou-se popular com as canções "Se Acaso Você Chegasse", "Mas Que Nada", entre outros sambas de sucesso. Recebeu indicações ao Grammy Awards e, foi eleita pela BBC de Londres "a cantora do milênio".

Sobre o Musical Traduções CaririsO show Traduções Cariris é a caixa amplificadora capaz de dar ressonância às mais diversas expressões artísticas de que o Cariri é reconhecidamente um celeiro. De um lado, a TRADIÇÃO configurada na batida inconfundível e telúrica dos “Zabumbeiros Cariris”, na outra extremidade os músicos caririenses mais emblemáticos da região, trazendo-nos o contraponto imprescindível das TRADUÇÕES. O show traz um grupo de artistas representativos daquilo que se vem fazendo de melhor em música contemporânea no Ceará. Os Zabumbeiros Cariris e os artistas Abdoral Jamacaru, Luiz Calos Salatiel e João do Crato.

Sobre Grande Companhia Brasileira de Mystérios e NovidadesA Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades é parte de um movimento cultural que trabalha no risco e na busca do essencial do teatro. É formada por artistas que desenvolvem um trabalho contemporâneo a serviço da evolução do ser humano e da sociedade. Seus espetáculos de teatro de rua, com suas coreografias em pernas-de-pau e musica ao vivo, buscam recuperar a linguagem dos antigos atores/músicos populares, inscrevendo-se na categoria do Circo Dramático, que inclui teatro, dança e música.

Serviço: 
Abertura da 13ª Mostra SESC Cariri de Culturas
Local: Praça Padre Cícero – Juazeiro do Norte
Hora: A partir das 17h
Atrações: Elza Soares, Grande Cia. Mystérios e Novidades e Musical Traduções Cariris
Ingresso: Aberto ao público

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CÁTIA DE FRANÇA

Nascida Catarina Maria de França Carneiro, desde menina aprendeu a dominar instrumentos como o piano, a sanfona e o violão. Mais tarde se interessou pelos acordes da flauta e pela percussão. Foi professora de música por algum tempo, até começar a compor em parceria com o poeta Diógenes Brayner. Participou de festivais de música popular na década de 60, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico. De volta ao Brasil, foi para o Rio de Janeiro, onde contatou outros músicos nordestinos, como Zé Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha e Sivuca. O primeiro LP solo, 20 Palavras ao Redor do Sol, foi lançado em 1979, com músicas compostas com base em poemas de João Cabral de Melo Neto. Uma música da cantora foi trilha sonora do filme Cristais de Sangue, de 1975.
Sua música tem como fonte a literatura, fazendo referências à obra de Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Manoel de Barros, além do citado João Cabral de Melo Neto. Foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980. Em cerca de 40 anos de carreira, Cátia gravou três LPs: Vinte Palavras ao Redor do Sol, Estilhaços e Feliz Demais, e dois CDs: Avatar (com participações de Chico César e Xangai) e Cátia de França canta Pedro Osmar, no qual ela demonstra a força criativa da música paraibana.
Cátia também adentrou pelo mundo da literatura e das artes plásticas, com destaque para os livros Zumbi em Cordel, Falando de Natureza Naturalmente (infantil) e Manual da Sobrevivência, um resgate de sua trajetória pessoal e profissional. A cantora, celebrada em todo o país, reside em João Pessoa desde meados dos anos 1990.


Discografia:
1979 – 20 palavras ao redor do sol
1980 – Estilhaços
1986 – Feliz demais
1996 – Avatar
2005 – Cátia de França canta Pedro Osmar
 



1986 - Feliz demais


1996 - Avatar


2005 - Cátia de França canta Pedro Osmar


 

Cultura Nordestina

Cultura popular, como o próprio nome já diz, é a cultura do povo. É o resultado de uma interação contínua entre as pessoas pertencentes a determinadas regiões. Seu conteúdo é específico daquela localidade. Nasceu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento, aí incluídos suas crenças, artes, moral, leis, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos e costumes, etc. Esses conjuntos de práticas e tradições são expressados através de festas, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras tantas formas de manifestações artísticas do povo desta região, como na alimentação, na linguagem, na religiosidade e na vestimenta por exemplos.

Uma das maneiras que nosso povo tem para mostrar a sua cultura e tradição é através do artesanato. Os artesões são pessoas que fazem sua arte usando apenas as mãos e/ou instrumentos simples. Eles sabem aproveitar coisas velhas e transformá-las em lindas obras. Para isso eles se utilizam de vidros, latas, madeira, papelão, barro, estopa, etc.

A criatividade desses artistas da terra está estampada em inúmeros trabalhos. Como exemplos podemos citar: bordados, rendas de bilros, cerâmicas, pinturas, esculturas, estandartes, cabeças de coco, artefatos de cipó-canela, labirinto, produção de redes e mantas, crochês, balaios e outros tipos de cestos, talhas, vestuário e batik (tecido de algodão, trabalhado com cera, parafina e tinta concentrada, caracterizado pela temática nordestina), jóias, confecção de barcos e outros tipos de transporte, objetos de couro, de madeira, de lata, de barro, de sisal, de estopa, de palha, de metal e de osso, etc.

O artesanato e o artesão são encontrados em todos os Estados Nordestinos. Eles estão nas feiras livres, nos museus, nas galerias, em casas comerciais, mercados de artesanato e oficinas artesanais.

Eles sabem aproveitar coisas velhas e transformá-las em lindas obras. Para isso eles se utilizam de vidros, latas, madeira, papelão, barro, estopa, etc.

A criatividade desses artistas da terra está estampada em inúmeros trabalhos. Como exemplos podemos citar: bordados, rendas de bilros, cerâmicas, pinturas, esculturas, estandartes, cabeças de coco, artefatos de cipó-canela, labirinto, produção de redes e mantas, crochês, balaios e outros tipos de cestos, talhas, vestuário e batik (tecido de algodão, trabalhado com cera, parafina e tinta concentrada, caracterizado pela temática nordestina), jóias, confecção de barcos e outros tipos de transporte, objetos de couro, de madeira, de lata, de barro, de sisal, de estopa, de palha, de metal e de osso, etc.

O vastíssimo folclore regional também é uma outra forma de expressão popular que retrata nossa alma e nossa cultura. Ele dispõe de vários ritmos, danças e uma mistura de cores impressionante, sendo um dos mais ricos e variados do Brasil. Essas danças e folguedos as vezes estão ligados às comemorações religiosas. Cada festa popular tem seu calendário e características próprias. E cada cidade encontra um modo alegre e festivo de comemorá-las.

O Boi de reis, a nau catarineta, a lapinha, as festas juninas, as cantoria de violeiros, o coco-de-roda, a ciranda, a banda de pifes, a vaquejada, as quadrilhas, o pastoril, o serra-velho, o maracatu, o cavalo marinho, a literatura de cordel, o frevo e o joão redondo ou babau são exemplos dessas manifestações. Os gestos e xingamentos, apelidos, inscrições em caminhão, jogos infantis, brincadeiras, cantos, decoração, indumentária, usos e costumes, medicina popular (meisinha), etc. , são outros elementos folclóricos que correspondem ao dia-a-dia da população.

O folclore é um tipo de cultura que é expressada através de festas, mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras tantas formas de manifestações artísticas de um povo. Nosso folclore surgiu do povo nativo (indígena), do europeu colonizador e do negro escravo.

Dessa mistura nasceram histórias, personagens, danças, bem como podem ser percebidos na alimentação, na linguagem, religiosidade, vestimenta, etc. Muitas vezes são de origem de outras regiões, mas que, depois de aqui introduzidas, a população passou a se identificar com essas manifestações como sendo suas e a elas estão ligadas por razões históricas ou contato atual.

As feiras livres são organizadas e realizadas ao ar livre em logradouros previamente destinados para esse evento. Elas são chamadas de “Shopping Popular”, pois lá se pode comprar de tudo. Além dos produtos destinados à nossa alimentação como carnes, frutas, verduras, ovos, cereais, etc. também são encontrados:

- Artesanato caseiro e decorativo em madeira, couro, corda, palha,
metal, flandre, e estopa;
- Vestuário (calças, camisas, cuecas, calcinhas, bermudas, biquínis, indumentária típica como as de vaqueiro e tangerinos, por exemplo);
- Músicas dos cegos e cantadores de viola;
- Literatura de cordel, com suas fantasiosas sagas e acontecimentos da comunidade;
- Desafios de violeiros;
- Artigos de renda e bordados;
- Emboladores de coco;
- Repentistas;
- Barracas de comidas típicas de cada região, como: carne de bode guisada, carne de sol, cuscuz, macaxeira, tapioca, rapadura, etc., que são montadas nas vésperas e funcionam durante toda a noite que antecede a feira e durante a realização da mesma, no dia seguinte.
- Barracas de café, bolo, doces, cachaças, licores, batidas, vinhos e caipiroscas;
- Espetáculos circenses;
- Representantes de propaganda de remédios caseiros, raízes e cascas-de-pau, banhos de animais;
- Aparelhos elétricos (sons, CDs. Rádios, gravadores, aparelhos domésticos, etc.);
- Utensílios para viagem (malas, mochilas, etc.);
- Produtos de beleza (esmaltes, desodorantes, sabonetes, espelhos, alicates de unha, etc.);
- Material Escolar e de escritório (envelope, cadeiras, canetas, borrachas, cola, régua, cadernos, etc);
- Instrumentos de trabalho (fita elétrica, serrotes, martelos, pregos, chaves de fenda, alicates, etc.);
- Produtos culturais (CDs, fitas cassete, discos de vinil, xilogravuras, rtc);
- Ervas e garrafadas que prometem curar doenças;
- Imagens e retratos de santos de todos os tipos e para todas as necessidades (casar, pagar dívidas, etc.), onde não faltam as do “Padim Padre Ciço”.

Essa “harmoniosa confusão de sons, cheiros e cores” também representa direta ou indiretamente uma das expressões da cultura popular, pois nela também são expostos inúmeros trabalhos de nossos artistas anônimos, ligados à arte popular e ao folclore. É um verdadeiro mostruário da nossa cultura. A feira significa também festa, forró, fartura e farra. É o lugar de encontros com amigos e o resto da família.

A culinária também é uma forma de cultura. A nordestina descende da cozinha portuguesa e africana, além da influência indígena. Os índios comiam a carne de pequenos animais e aves que eles flechavam. O peixe era pescado em locais rasos.

Eles também se alimentavam de tubérculos, raízes e farinha. A farinha de mandioca, por sinal, para o nordestino, ocupa o mesmo lugar que o pão e o trigo em outras culturas. Ela é completamente obrigatória em muitos alimentos, ora engrossando os molhos, ora complementando o sabor das comidas.

Os portugueses trouxeram sua rica culinária e aproveitaram as novidades mais saborosas da comida indígena. Com a vinda dos negros africanos, que se utilizaram também dos produtos da terra, ficamos conhecendo sua gorda e variada culinária. Muitos pratos, quando não vieram da África, foram re-elaborados pelas mulheres escravas que trabalhavam em nossas cozinhas.

Atualmente temos comidas tradicionais que foram adaptadas aos recursos e ambientes locais, formando a variada culinária nordestina. São pratos de produtos do mar ou do sertão, que se aliam aos pratos tradicionais da várzea, da serra ou da mata. Tem de tudo para todos os gostos, do requintado ao simples.

Eis alguns exemplos: Ensopado de caranguejo, Buchada, Mocotó, Rabada,Carne de Sol, Mungunzá, Arroz de Leite, Arroz Doce, Tapioca, Coalhada, Picado ou Sarapatel, Cuscuz, Rubacão, Arrumadinho, Macaxeira, Baião de Dois, Canjica, Pamonha, Rapadura, nossa tradicional cachaça, etc. Nossa grande variedade de fruta e açúcar também inspira receitas de doces, licores, vinhos e batidas (aguardente com frutas).

E assim, “Sempre que se cante a uma criança uma cantiga de ninar; sempre que se use uma canção, uma adivinha, uma parlenda, uma rima de contar, no quarto das crianças ou na escola; sempre que ditos, provérbios, fábulas, estórias bobas e contos populares sejam reapresentados; sempre que, por hábito ou inclinação, a gente se entregue a cantos e danças, a jogos antigos, a folguedos, para marcar a passagem do ano e as festas usuais; sempre que uma mãe ensina a filha a costurar, tricotar, fiar, tecer, bordar, fazer uma coberta, trançar um cinto, assar uma torta à moda antiga; sempre que um profissional ensina a seu aprendiz o uso de instrumentos (...) aí veremos aspectos culturais em seu próprio domínio, sempre em ação, vivo e mutável, sempre pronto a agarrar e assimilar novos elementos em seu caminho”. 

Fonte: culturapopular2.blogspot.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Minc realiza minicurso sobre Sistemas Culturais

Gestores do Ceará serão orientados pelo MinC para o trabalho de implementação e criação do SMC que se convergirá no SNC 
 
Nesta semana, no período de 3 a 5 de novembro, técnicos e gestores municipais do Ceará estarão reunidos no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, para participar do minicurso Criação e Implementação do Sistema Municipal de Cultura (SMC). A capacitação, que tem por objetivo orientar os municípios na estruturação dos seus Sistemas de Cultura, é uma iniciativa da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por intermédio da Secretaria de Articulação Institucional (SAI) e da Representação Regional Nordeste (RRNE).

O curso é direcionado a profissionais envolvidos e comprometidos com a ação cultural da cidade e com habilidades técnicas para multiplicar o conhecimento. Será ministrado pelo coordenador geral de Estratégia e Gestão das Ações da SAI/MinC, Marcelo Velloso, e pelo assessor da Representação Regional Nordeste do MinC, Jorge Garcia.

A abertura do evento será às 9h, nesta quinta-feira (3), ocasião em que falará a secretária  adjunta da Cultura do Ceará, Maninha Morais. Pela manhã, haverá palestra sobre o Sistema Nacional de Cultura (SNC) e às 14h terá início o painel com foco no SMC. Ainda na quinta-feira, serão apresentadas as formas de financiamento público federal na área da cultura, por meio da Lei Rouanet, incluindo um dos mecanismos de apoio à cultura, que é o Fundo Nacional de Cultura (FNC). Para encerrar o primeiro dia de atividades, haverá apresentações culturais dos municípios participantes do curso.

No dia 4 (sexta-feira), as atividades serão iniciadas com uma palestra sobre os componentes do Sistema Municipal de Cultura e à tarde os participantes integrarão Grupos de Trabalho, onde poderão simular e debater como se dará a implementação dos Sistemas Municipais.
No sábado (5), último dia das atividades, acontecerá a exposição dos trabalhos elaborados durante o processo e debate sobre as questões levantadas.

Programação:
quinta-feira(03)  
08h – Café da manhã e Credenciamento
09h – Abertura com a Secretária da Cultura do Estado, Sra. Maninha Morais| Apresentação Facilitadores
09h30 – Apresentação dos participantes|municípios
10h30 – Palestra sobre o Sistema Nacional de Cultura
11h30 – Debate
12h30 – Almoço livre
14h – Palestra sobre o Sistema Municipal de Cultura
15h – Lanche
15:30h- Debate
16:30h – Financiamento Público Federal da Cultura – Fundo Nacional de Cultura e Lei Rouanet
17:30h – Dinâmica de Encerramento

sexta-feira (04)   
8h – Metodologia de trabalho em grupo sobre Sistema Municipal de Cultura
9h– Criação dos grupos de trabalho
10h-Lanche
10h30 – Palestra sobre os Componentes do Sistema Municipal de Cultura
11h30 h– Debate
12h30h – Almoço livre
14h - Trabalho em grupo
15:30h -Lanche
16h- Continuação trabalho em grupo
17:30h – Dinâmica de Encerramento

sábado(05)  
8h – Apresentação dos trabalhos de grupo
10h – Lanche
10:30h -Debate
11:30h – Avaliação encontro dinâmica de encerramento| avaliação do encontro
12:30h- Coquetel de Encerramento

Texto: Maria Júlia Vieira, Ascom RRNE/MinC
Assessoria de Comunicação - Secult