Cultura popular, como o próprio nome já diz, é a cultura do povo. É o
resultado de uma interação contínua entre as pessoas pertencentes a
determinadas regiões. Seu conteúdo é específico daquela localidade.
Nasceu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras
áreas de conhecimento, aí incluídos suas crenças, artes, moral, leis,
linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos e costumes, etc. Esses
conjuntos de práticas e tradições são expressados através de festas,
mitos, lendas, crendices, costumes, danças, superstições e outras tantas
formas de manifestações artísticas do povo desta região, como na
alimentação, na linguagem, na religiosidade e na vestimenta por
exemplos.
Uma
das maneiras que nosso povo tem para mostrar a sua cultura e tradição é
através do artesanato. Os artesões são pessoas que fazem sua arte
usando apenas as mãos e/ou instrumentos simples. Eles sabem aproveitar
coisas velhas e transformá-las em lindas obras. Para isso eles se
utilizam de vidros, latas, madeira, papelão, barro, estopa, etc.
A
criatividade desses artistas da terra está estampada em inúmeros
trabalhos. Como exemplos podemos citar: bordados, rendas de bilros,
cerâmicas, pinturas, esculturas, estandartes, cabeças de coco, artefatos
de cipó-canela, labirinto, produção de redes e mantas, crochês, balaios
e outros tipos de cestos, talhas, vestuário e batik (tecido de algodão,
trabalhado com cera, parafina e tinta concentrada, caracterizado pela
temática nordestina), jóias, confecção de barcos e outros tipos de
transporte, objetos de couro, de madeira, de lata, de barro, de sisal,
de estopa, de palha, de metal e de osso, etc.
O artesanato e o
artesão são encontrados em todos os Estados Nordestinos. Eles estão nas
feiras livres, nos museus, nas galerias, em casas comerciais, mercados
de artesanato e oficinas artesanais.
Eles sabem aproveitar coisas
velhas e transformá-las em lindas obras. Para isso eles se utilizam de
vidros, latas, madeira, papelão, barro, estopa, etc.
A
criatividade desses artistas da terra está estampada em inúmeros
trabalhos. Como exemplos podemos citar: bordados, rendas de bilros,
cerâmicas, pinturas, esculturas, estandartes, cabeças de coco, artefatos
de cipó-canela, labirinto, produção de redes e mantas, crochês, balaios
e outros tipos de cestos, talhas, vestuário e batik (tecido de algodão,
trabalhado com cera, parafina e tinta concentrada, caracterizado pela
temática nordestina), jóias, confecção de barcos e outros tipos de
transporte, objetos de couro, de madeira, de lata, de barro, de sisal,
de estopa, de palha, de metal e de osso, etc.
O vastíssimo
folclore regional também é uma outra forma de expressão popular que
retrata nossa alma e nossa cultura. Ele dispõe de vários ritmos, danças e
uma mistura de cores impressionante, sendo um dos mais ricos e variados
do Brasil. Essas danças e folguedos as vezes estão ligados às
comemorações religiosas. Cada festa popular tem seu calendário e
características próprias. E cada cidade encontra um modo alegre e
festivo de comemorá-las.
O Boi de reis, a nau catarineta, a
lapinha, as festas juninas, as cantoria de violeiros, o coco-de-roda, a
ciranda, a banda de pifes, a vaquejada, as quadrilhas, o pastoril, o
serra-velho, o maracatu, o cavalo marinho, a literatura de cordel, o
frevo e o joão redondo ou babau são exemplos dessas manifestações. Os
gestos e xingamentos, apelidos, inscrições em caminhão, jogos infantis,
brincadeiras, cantos, decoração, indumentária, usos e costumes, medicina
popular (meisinha), etc. , são outros elementos folclóricos que
correspondem ao dia-a-dia da população.
O folclore é um tipo de
cultura que é expressada através de festas, mitos, lendas, crendices,
costumes, danças, superstições e outras tantas formas de manifestações
artísticas de um povo. Nosso folclore surgiu do povo nativo (indígena),
do europeu colonizador e do negro escravo.
Dessa mistura nasceram
histórias, personagens, danças, bem como podem ser percebidos na
alimentação, na linguagem, religiosidade, vestimenta, etc. Muitas vezes
são de origem de outras regiões, mas que, depois de aqui introduzidas, a
população passou a se identificar com essas manifestações como sendo
suas e a elas estão ligadas por razões históricas ou contato atual.
As
feiras livres são organizadas e realizadas ao ar livre em logradouros
previamente destinados para esse evento. Elas são chamadas de “Shopping
Popular”, pois lá se pode comprar de tudo. Além dos produtos destinados à
nossa alimentação como carnes, frutas, verduras, ovos, cereais, etc.
também são encontrados:
- Artesanato caseiro e decorativo em madeira, couro, corda, palha,
metal, flandre, e estopa;
-
Vestuário (calças, camisas, cuecas, calcinhas, bermudas, biquínis,
indumentária típica como as de vaqueiro e tangerinos, por exemplo);
- Músicas dos cegos e cantadores de viola;
- Literatura de cordel, com suas fantasiosas sagas e acontecimentos da comunidade;
- Desafios de violeiros;
- Artigos de renda e bordados;
- Emboladores de coco;
- Repentistas;
-
Barracas de comidas típicas de cada região, como: carne de bode
guisada, carne de sol, cuscuz, macaxeira, tapioca, rapadura, etc., que
são montadas nas vésperas e funcionam durante toda a noite que antecede a
feira e durante a realização da mesma, no dia seguinte.
- Barracas de café, bolo, doces, cachaças, licores, batidas, vinhos e caipiroscas;
- Espetáculos circenses;
- Representantes de propaganda de remédios caseiros, raízes e cascas-de-pau, banhos de animais;
- Aparelhos elétricos (sons, CDs. Rádios, gravadores, aparelhos domésticos, etc.);
- Utensílios para viagem (malas, mochilas, etc.);
- Produtos de beleza (esmaltes, desodorantes, sabonetes, espelhos, alicates de unha, etc.);
- Material Escolar e de escritório (envelope, cadeiras, canetas, borrachas, cola, régua, cadernos, etc);
- Instrumentos de trabalho (fita elétrica, serrotes, martelos, pregos, chaves de fenda, alicates, etc.);
- Produtos culturais (CDs, fitas cassete, discos de vinil, xilogravuras, rtc);
- Ervas e garrafadas que prometem curar doenças;
-
Imagens e retratos de santos de todos os tipos e para todas as
necessidades (casar, pagar dívidas, etc.), onde não faltam as do “Padim
Padre Ciço”.
Essa “harmoniosa confusão de sons, cheiros e cores”
também representa direta ou indiretamente uma das expressões da cultura
popular, pois nela também são expostos inúmeros trabalhos de nossos
artistas anônimos, ligados à arte popular e ao folclore. É um verdadeiro
mostruário da nossa cultura. A feira significa também festa, forró,
fartura e farra. É o lugar de encontros com amigos e o resto da família.
A
culinária também é uma forma de cultura. A nordestina descende da
cozinha portuguesa e africana, além da influência indígena. Os índios
comiam a carne de pequenos animais e aves que eles flechavam. O peixe
era pescado em locais rasos.
Eles também se alimentavam de
tubérculos, raízes e farinha. A farinha de mandioca, por sinal, para o
nordestino, ocupa o mesmo lugar que o pão e o trigo em outras culturas.
Ela é completamente obrigatória em muitos alimentos, ora engrossando os
molhos, ora complementando o sabor das comidas.
Os portugueses
trouxeram sua rica culinária e aproveitaram as novidades mais saborosas
da comida indígena. Com a vinda dos negros africanos, que se utilizaram
também dos produtos da terra, ficamos conhecendo sua gorda e variada
culinária. Muitos pratos, quando não vieram da África, foram
re-elaborados pelas mulheres escravas que trabalhavam em nossas
cozinhas.
Atualmente temos comidas tradicionais que foram
adaptadas aos recursos e ambientes locais, formando a variada culinária
nordestina. São pratos de produtos do mar ou do sertão, que se aliam aos
pratos tradicionais da várzea, da serra ou da mata. Tem de tudo para
todos os gostos, do requintado ao simples.
Eis alguns exemplos:
Ensopado de caranguejo, Buchada, Mocotó, Rabada,Carne de Sol, Mungunzá,
Arroz de Leite, Arroz Doce, Tapioca, Coalhada, Picado ou Sarapatel,
Cuscuz, Rubacão, Arrumadinho, Macaxeira, Baião de Dois, Canjica,
Pamonha, Rapadura, nossa tradicional cachaça, etc. Nossa grande
variedade de fruta e açúcar também inspira receitas de doces, licores,
vinhos e batidas (aguardente com frutas).
E assim, “Sempre que se
cante a uma criança uma cantiga de ninar; sempre que se use uma canção,
uma adivinha, uma parlenda, uma rima de contar, no quarto das crianças
ou na escola; sempre que ditos, provérbios, fábulas, estórias bobas e
contos populares sejam reapresentados; sempre que, por hábito ou
inclinação, a gente se entregue a cantos e danças, a jogos antigos, a
folguedos, para marcar a passagem do ano e as festas usuais; sempre que
uma mãe ensina a filha a costurar, tricotar, fiar, tecer, bordar, fazer
uma coberta, trançar um cinto, assar uma torta à moda antiga; sempre que
um profissional ensina a seu aprendiz o uso de instrumentos (...) aí
veremos aspectos culturais em seu próprio domínio, sempre em ação, vivo e
mutável, sempre pronto a agarrar e assimilar novos elementos em seu
caminho”.
Fonte: culturapopular2.blogspot.com